domingo, 20 de janeiro de 2008

Polícia leva coleção de estilista após desfile na SPFW

Num dia de desfiles mornos e poucas celebridades, a São Paulo Fashion Week (SPFW) foi sacudida por um caso de polícia. Por volta das 16 horas de ontem, um oficial de Justiça e seis policiais militares entraram no camarim do estilista Lorenzo Merlino. Traziam um mandado de busca e apreensão de mercadorias expedido pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo. Só depois de 40 minutos de discussão e da intervenção de Paulo Borges, diretor do evento, é que as modelos de Merlino puderam pisar na passarela.Após mais de três horas de incertezas, agentes da Polícia Federal saíram do prédio da Bienal carregando seis caixas de papelão. A informação, confirmada pela oficial de Justiça Isabel Esther de Oliveira Costa, do TRT, era de que toda a coleção de 2008 havia sido confiscada para garantir o pagamento de dívidas trabalhistas. Segundo ela, a blitz foi resultado de uma ação movida em 2002 por um funcionário de um salão de beleza, do qual Merlino seria sócio. ?Isso não quer dizer que ele é desonesto?, ponderou.A oficial de Justiça também fez questão de dizer que a ida da ?força-tarefa? à SPFW não teve intenção de constranger o estilista. ?Tentamos encontrá-lo diversas vezes e, como não conseguíamos, viemos até aqui.? Um dos advogados de Merlino, Remo Bataglia, admitiu que seu cliente responde a um processo trabalhista. Na data da ação, os pais de Merlino eram sócios do L?Equipe, salão de beleza que funcionava nos Jardins. Segundo a assessoria do estilista, a dívida contestada na Justiça gira em torno de R$ 80 mil.Merlino deixou o prédio de Bienal pela escada de incêndio e não deu declarações sobre o episódio. Para completar, seu desfile foi considerado um dos piores da temporada - recebeu nota 5 no Júri Estado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

Aliados planejam atos de apoio a Alckmin em SP

O ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin vai usar manifestações de apoio à candidatura própria do PSDB à Prefeitura de São Paulo, que começam a pipocar na capital na próxima semana, fomentadas por seus aliados, como trunfo para neutralizar forças do partido resistentes à sua postulação ao cargo. A estratégia é garantir o discurso de que a candidatura do tucano é um ?desejo da sociedade? - e não um projeto pessoal - e deixar lideranças do PSDB em situação desconfortável para defender o apoio à reeleição do prefeito Gilberto Kassab (DEM).O primeiro ato está marcado para o próximo dia 28 na zona sul da cidade com a presença confirmada de Alckmin. Será um encontro com lideranças de diretórios zonais do PSDB da capital, candidatos a vereador e representantes de entidades sociais e de igrejas. No dia seguinte haverá mobilização na zona leste. Organizado por representantes de segmentos do partido e acompanhado de perto por articuladores alckmistas, o encontro servirá para lançar um manifesto a favor de o PSDB ter candidato à prefeitura paulistana. A carta vai circular por toda a cidade em busca de assinaturas. Outras manifestações estão previstas para depois do carnaval.?A proposta é entregar, mais para frente, o manifesto ao diretório do PSDB na capital?, diz Elias Bezerra, um dos promotores do evento e membro da Juventude no diretório municipal do PSDB. Alckmin e o governador de São Paulo, José Serra, travam uma disputa para decidir o rumo do PSDB na capital na próxima eleição. O ex-governador briga para ser candidato à prefeitura paulistana. Serra defende o apoio a Kassab e oferece ao colega de partido a postulação ao governo do Estado no próximo pleito. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Pacote fiscal de Bush é insuficiente, dizem especialistas

O pacote do governo George W. Bush para estimular a atividade econômica e o afrouxamento da política monetária pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) serão insuficientes para evitar um forte desaquecimento do país no primeiro semestre de 2008. Segundo analistas, as ações começarão a ter efeito prático no dia-a-dia dos americanos apenas entre o fim deste ano e o início de 2009. ?São estímulos necessários, mas chegam tarde?, sintetiza Christian Menegatti, economista-chefe para Estados Unidos do Roubini Global Economics (RGE) Monitor.?Já estamos em recessão, como mostraram dados recentes sobre emprego, vendas no varejo e construção de imóveis?, afirma Menegatti. O economista-chefe do Unibanco, Marcelo Salomon, explica que há um tempo para que medidas fiscais e monetárias se traduzam em números positivos. Uma redução (ou elevação) da taxa básica de juros tem impacto no custo do crédito para o consumidor, na melhor das hipóteses, seis meses mais tarde. E isso varia de país para país.?O lado bom é que, nos Estados Unidos, as políticas monetária e fiscal costumam reagir com rapidez aos estímulos, pois a economia é flexível?, diz Alessandra Ribeiro, economista da Tendências Consultoria. ?O mercado de trabalho, por exemplo, não é tão regulado e burocrático como o do Brasil.? Então, o governo Bush demorou demais para agir? Especialistas acham que não. Para eles, a rapidez da desaceleração econômica é que surpreendeu. ?Nem mesmo os analistas projetavam uma deterioração tão profunda do mercado imobiliário e um impacto tão forte dessa deterioração no resto da economia?, pondera Menegatti. ?Ninguém conseguiu prever as ramificações da bolha imobiliária?, completa Salomon. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Partidos tentam reaver mais de 6 mil mandatos no TSE

A Justiça Eleitoral informou que até o dia 30 de dezembro recebeu 6.296 pedidos de partidos que querem recuperar os mandatos de parlamentares que trocaram de legenda após serem eleitos. Mas esse número pode aumentar, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pois nem todos os tribunais regionais concluíram as autuações dos processos ajuizados. A regra da fidelidade partidária foi definida pelo TSE no dia 30 de outubro de 2007.De acordo com a Justiça, o Paraná teve o maior número de pedidos ajuizados: 1.080. O TSE destaca também que o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal não protocolou nenhum pedido de decretação de perda de cargo. Os tribunais regionais de São Paulo e Minas Gerais também registraram grandes números de pedidos de partidos para a retomada dos mandatos de parlamentares infiéis: 743 e 662, respectivamente. No Mato Grosso, o TSE registrou 528 pedidos e, em Tocantins, 516. Já entre os Estados que protocolaram o menor número de pedidos estão o Acre (três), Amapá (nove) e Rondônia (22).O prazo para a apresentação dos pedidos de decretação de perda de cargo eletivo por partidos políticos para os parlamentares que haviam trocado de legenda foi encerrado em 29 de novembro de 2007. No dia seguinte, 30 de novembro de 2007, começou a ser contado o prazo para apresentação dos pedidos de decretação de perda de mandato pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) ou por pessoa que tenha interesse jurídico.

domingo, 6 de janeiro de 2008

Obras no rio São Francisco recomeçam nesta segunda-feira

Brasília - As obras do projeto de transposição das águas do Rio São Francisco serão retomadas nesta segunda-feira, dia 7, após o fim do recesso do 2º Batalhão de Construção e Engenharia do Exército. As informações são do Centro de Comunicação Social da instituição.
Desde junho de 2007, os militares estão executando trabalhos de topografia e construção de uma barragem e dois canais de aproximação do rio com as estações de bombeamento, na região de Cabrobó (CE).
Em dezembro do ano passado, uma liminar do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1-1) chegou a suspender as obras, até o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir pela continuidade do projeto. No mesmo mês, o Bispo de Barra (BA), dom Luiz Flávio Cappio, anunciou o fim de uma greve de fome em protesto contra a transposição que durou 26 dias.
A assessoria de comunicação do Ministério da Integração Nacional, pasta responsável pelo projeto, não informou a data do início das obras civis, que serão executadas pelo vencedor da licitação do Lote 1, definido em dezembro. O Consórcio Águas do São Francisco, formado pelas empresas Carioca S.A, Paulista e Serveng, será responsável por obras de instalação, montagem, testes e comissionamento dos equipamentos mecânicos e elétricos. O projeto da transposição está orçado em R$ 4,9 bilhões.

Começa na Basiléia encontro de presidentes de BCs

Ainda tendo como tema central a crise imobiliária dos Estados Unidos, começou hoje na Basiléia, na Suíça, o encontro do Banco de Compensações Internacionais (BIS), do qual participam presidentes de bancos centrais de países industrializados e emergentes - incluindo o Brasil. A expectativa é que as previsões de desaquecimento, ou mesmo de recessão, na economia internacional sejam o tema central das discussões, que tiveram início às 12h30 (9h30 de Brasília).Os debates mais uma vez se realizam a portas fechadas. Até o momento, nenhum dos convidados falou à imprensa. A exceção foi o presidente do Banco Central polonês, Slawonir Skrzypek, que se disse preocupado com a situação do mercado mundial. "O que me preocupa agora é a inflação oriunda de custos agrícolas e de commodities. Neste momento estamos um pouco acima do nosso alvo e em 2008 esperamos voltar à meta."O presidente do Banco Central do Brasil, Henrique Meirelles, deixou seu hotel e chegou pouco após o horário previsto à sede do BIS. No trajeto, ele não quis fazer comentários nem sobre sua expectativa para a reunião nem sobre a informação de que o BC estaria satisfeito com o pacote de medidas fiscais anunciado pelo governo na quarta-feira para compensar a perda da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).O conjunto de medidas prevê o corte de R$ 20 bilhões em despesas e investimentos públicos e o aumento de R$ 10 bilhões na arrecadação por meio da elevação das alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). As duas medidas se somariam ao aumento de R$ 10 bilhões na arrecadação - previsto em razão da estimativa de crescimento de 5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2008 - para compensar a perda de R$ 38 bilhões do Orçamento gerada pela extinção da CPMF.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

FGV: após três anos, IPC-S interrompe desaceleração

O comportamento de alta dos preços dos alimentos interrompeu, em 2007, um processo de desaceleração do Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) que vinha sendo observado há três anos consecutivos desde 2004. A informação é do coordenador nacional do índice, Paulo Picchetti, que, em entrevista coletiva, distribuiu à imprensa um estudo comparativo que reforça esta análise, após a Fundação Getúlio Vargas (FGV) anunciar que o IPC-S acumulou alta de 4,60% no ano passado ante variação positiva de 2,06% em 2006.A FGV começou a calcular o IPC-S no formato atual em 2003, quando a inflação acumulada atingiu 8,16%. Em 2004, houve a primeira desaceleração, para 6,21% e, em 2005, a taxa do indicador atingiu 4,95%. Entre 2006 e 2007, o grupo Alimentação saiu de uma deflação de 0,52% para uma elevação de 10,65%, que foi de longe a aceleração mais expressiva entre os grupos pesquisados."Se olharmos os sete grupos grandes que analisamos em 2007, a maioria ficou estável ou teve desaceleração em relação a 2006. A exceção foi Alimentação", disse Picchetti, que classificou o comportamento dos itens do grupo como uma correção dos valores praticados anteriormente. "Interpreto todo este movimento como um grande ajuste de preços relativos, com várias trajetórias diferentes dentro de cada item", acrescentou.Entre os maiores exemplos listados, os preços relacionados às carnes bovinas e ao leite mereceram destaque especial do coordenador. Entre 2006 e 2007, o primeiro segmento passou de uma alta acumulada de 4,18% para 20,87%, enquanto a parte de Laticínios saiu de uma variação de 1,13% para 17,04%. "As grandes histórias de ajustes de preços no ano passado ficaram por conta da carne bovina e do leite. Não só houve um ajuste, mas também problemas de oferta desses itens", comentou

Maioria dos programas federais teve execução inferior a 80% em 2007, aponta ONG

Estudo mostra que 73% dos programas do governo federal tiveram execução inferior a 80% no ano de 2007. Os dados foram levantados pela organização não-governamental Contas Abertas, com base em números do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi).O consultor de economia da Contas Abertas, Gil Castelo Branco, explica que isso é possível porque o orçamento no Brasil é autorizativo, ou seja, o governo faz uma lista de intenções que serão cumpridas se houver recursos suficientes. “O orçamento ainda é aquela ficção que há tantos anos se comenta, é mais uma lista de desejos do que propriamente uma lista de realizações”, disse, em entrevista à Rádio Nacional.Por outro lado, existem aqueles compromissos que são determinados em Constituição ou legislação específica e por isso devem ser prioritários no momento da distribuição dos recursos, segundo Castelo Branco.Na avaliação do consultor, um caminho para reverter a baixa execução dos programas é aprimorar a gestão. “O governo tem um problema de gestão, não esse governo, digo todos os governos. O governo costuma gastar mal, com ineficiência”. Castelo Branco cita como exemplo que o Ministério dos Transportes foi o que teve o maior orçamento previsto para 2007 e, no entanto, há estradas brasileiras em péssimas condições.Os R$ 40 bilhões a menos no orçamento, como resultado do fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), podem comprometer a execução de obras de infra-estrutura no próximo ano, na avaliação do consultor da Contas Abertas.Isso porque, segundo ele, apesar do necessário corte de despesas, o governo deve procurar manter os gastos com programas sociais e aumento de salário para servidores públicos, já que 2008 é um ano de eleições municipais. “Mais uma vez corre o risco de que esses cortes recaiam sobre a infra-estrutura”, afirma

Maioria dos programas federais teve execução inferior a 80% em 2007, aponta ONG

Estudo mostra que 73% dos programas do governo federal tiveram execução inferior a 80% no ano de 2007. Os dados foram levantados pela organização não-governamental Contas Abertas, com base em números do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi).O consultor de economia da Contas Abertas, Gil Castelo Branco, explica que isso é possível porque o orçamento no Brasil é autorizativo, ou seja, o governo faz uma lista de intenções que serão cumpridas se houver recursos suficientes. “O orçamento ainda é aquela ficção que há tantos anos se comenta, é mais uma lista de desejos do que propriamente uma lista de realizações”, disse, em entrevista à Rádio Nacional.Por outro lado, existem aqueles compromissos que são determinados em Constituição ou legislação específica e por isso devem ser prioritários no momento da distribuição dos recursos, segundo Castelo Branco.Na avaliação do consultor, um caminho para reverter a baixa execução dos programas é aprimorar a gestão. “O governo tem um problema de gestão, não esse governo, digo todos os governos. O governo costuma gastar mal, com ineficiência”. Castelo Branco cita como exemplo que o Ministério dos Transportes foi o que teve o maior orçamento previsto para 2007 e, no entanto, há estradas brasileiras em péssimas condições.Os R$ 40 bilhões a menos no orçamento, como resultado do fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), podem comprometer a execução de obras de infra-estrutura no próximo ano, na avaliação do consultor da Contas Abertas.Isso porque, segundo ele, apesar do necessário corte de despesas, o governo deve procurar manter os gastos com programas sociais e aumento de salário para servidores públicos, já que 2008 é um ano de eleições municipais. “Mais uma vez corre o risco de que esses cortes recaiam sobre a infra-estrutura”, afirma