segunda-feira, 10 de março de 2008

Policial é atingido por estilhaços de granada na Rocinha

Um policial foi atingido por estilhaços de uma granada durante um confronto entre policiais militares e traficantes na Favela da Rocinha, em São Conrado, zona sul do Rio, nesta manhã, segundo informações da PM. O policial foi gravemente ferido e encaminhado ao Hospital Miguel Couto. A granada explodiu na Rua 1, parte alta da favela. Uma casa também foi atingida e foi danificada. Ainda não há informações sobre feridos.

Câmara deve convocar embaixador da Espanha

O ministro de Relações Exteriores Celso Amorim e o embaixador da Espanha no Brasil Ricardo Peidró serão chamados, nesta semana, pela Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados para explicar a deportação de brasileiros em viagem à Europa. A comissão também quer ouvir o testemunho de brasileiros que foram barrados no aeroporto de Madrid e em seguida deportados.A convocação do embaixador, vedada pelo regimento interno da Casa, será mediada pelo presidente da Câmara Arlindo Chinaglia (PT-SP), que defendeu na semana passada que o diplomata explique os incidentes com os brasileiros na Espanha. Porém, para não prejudicar as relações diplomáticas entre os dois países, Chinaglia pretende consultar Amorim antes de decidir se chama Peidró.Na semana passada, os deputados já haviam aprovado a convocação de Patrícia Camargo Magalhães, 23, mestranda de física da Universidade de São Paulo (USP), proibida de entrar na Espanha. Hoje, os integrantes da comissão vão discutir se chamam brasileiros que integravam o grupo de 30 pessoas barradas no dia 5. ?Tem o problema do preconceito, dos maus-tratos contra os brasileiros?, critica o deputado Ivan Valente (PSOL-SP). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

Genro: Brasil pode tratar estrangeiros com mais rigor

O ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou hoje no Supremo Tribunal Federal (STF) que o Brasil pode tratar com mais rigor os estrangeiros que viajam ao Brasil depois do incidente envolvendo brasileiros na Espanha. "Se for necessário que essa legislação (sobre a entrada de estrangeiros) seja analisada com lupa, direitinho, para que se sinta do lado de lá que aqui também tem lei, isso será feito", disse ao deixar a sessão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que tratava da Lei Maria da Penha.Esse rigor serviria, adiantou o ministro, para que as negociações diplomáticas com outros países, como a Espanha, seguissem de "maneira tranqüila". Tarso Genro negou, porém, que essa postura seja uma retaliação à Espanha. "Não há nenhuma crise de relacionamento do Brasil com o governo espanhol. Nós queremos que os brasileiros na Espanha tenham o mesmo tratamento digno, sóbrio e respeitoso que tem qualquer estrangeiro no País", acrescentou.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Lula irá a SE para inauguração e reunião de governadores

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está a caminho de Aracaju (SE), onde participa esta noite da inauguração de um viaduto batizado com o nome do avô do governador do Estado, Marcelo Déda (PT). Lula vai inaugurar também uma estátua em tamanho natural de Carvalho Déda, que foi jornalista e político no Estado. Colocar estátuas de políticos nas praças e outros locais públicos de Aracaju é uma tradição da elite local. O ex-governador João Alves Filho, adversário histórico do PT, mandou fundir uma estátua do pai. Quem também costuma lembrar dos parentes é o ex-governador Albano Franco. Muitos prédios e até um estádio levam nomes de integrantes de seu clã.Amanhã o presidente Lula participa do 6º Encontro de Governadores do Nordeste. Entre os assuntos que deverão ser discutidos estão segurança pública, obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e, possivelmente, a proposta de reforma tributária do governo. Devem acompanhar o presidente os ministros da Casa Civil, Dilma Rousseff, da Justiça, Tarso Genro, e de Relações Institucionais, José Múcio.

Bush libera US$ 150 mi para ajudar Autoridade Palestina

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, determinou nesta quinta-feira, 28, o pagamento de 150 milhões de dólares de ajuda à Autoridade Palestina para evitar a grave crise financeira que ameaça os esforços de paz com os israelenses, informou a Casa Branca.Bush suspendeu por seis meses algumas restrições impostas à ajuda econômica acertada com a Autoridade Palestina, para permitir o pagamento dos 150 milhões de dólares prometidos durante a conferência dos países contribuintes, em dezembro passado, em Paris.Trata-se "de evitar uma crise financeira grave e imediata" na Autoridade Palestina e alcançar o objetivo americano de uma "paz justa e duradoura" entre Israel e os palestinos", disse uma alta funcionária do governo.A ajuda não poderá ser usada para pagar os salários de funcionários da Autoridade Palestina na Faixa de Gaza, controlada desde junho de 2007 pelo grupo radical Hamas, ou para financiar qualquer organização ligada a esta entidade.

Partido de Morales aprova referendos e culpa oposição de não querer dialogar

La Paz - O partido do presidente Evo Morales aprovou nesta quinta-feira, 28, no Congresso a realização no dia 4 de maio de dois referendos para votar seu projeto constitucional, entre protestos da oposição e com a ausência de vários de seus deputados que não puderam entrar no estabelecimento, cercado por camponeses e indígenas.Os parlamentares do partido do governo Movimento Ao Socialismo (MAS) votaram em poucos minutos, sem debate, as normas que convocam para as duas consultas, uma em relação à extensão de latifúndios a serem expropriados e outra para avaliar a proposta de Constituição em seu conjunto.Segundo as normas aprovadas, as consultas se realizarão no dia 4 de maio, no mesmo dia em que o referendo sobre o estatuto autônomo convocado as autoridades políticas e eleitorais da rica região opositora de Santa Cruz.Parte dos legisladores não conseguiu entrar na sessão devido a um cerco instalado nas portas do Congresso por centenas de camponeses, indígenas e mineiros que agrediram legisladores opositores e detonaram dinamite na Praça Murillo, em La Paz, sede do Parlamento e do Palácio de Governo.O Governo também votou uma iniciativa que exige que só o Congresso pode aprovar um referendo, com o que se tenta frear a consulta autonomista de Santa Cruz.A curta sessão ocorreu em meio a escândalo e gritaria. O senador opositor da força Poder Democrático e Social (Podemos), Tito Hoz de Vila, chegou a subir em uma mesa para pedir a palavra, que não lhe foi concedida.Os opositores gritaram insistentemente "ditadura" e acusaram o Governo e o partido de Morales de haver cometido "um atropelo" com a votação, argumentado que a sessão era ilegal.Parte dos manifestantes reunidos na Praça Murillo chegaram ao edifício do Parlamento durante a votação e minutos depois saíram para comemorar a aprovação das três normas, após a sessão fechada declarada pelo presidente do Congresso e vice-presidente do Governo, Álvaro García Linera.Ao término da sessão, García Linera assegurou que, como presidente do Congresso Nacional, fez "todos os esforços possíveis para o diálogo".No entanto, "o que recebi durante esta semana foi a rejeição incompreensível e brutal ao diálogo" por parte da oposição, disse.As três leis aprovadas, duas sobre os referendos relativos à nova Constituição e a terceira que tenta frear a consulta de Santa Cruz, serão promulgadas nas próximas horas por Morales.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Dilma: governo está preocupado com uso de gás veicular

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, manifestou preocupação com o grande consumo de gás natural no uso veicular. "É impossível justificar economicamente o uso do gás com essa finalidade", disse a ministra durante a aula inaugural do mestrado de agroenergia organizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), Esalq/USP e Embrapa.Hoje, o gás natural veicular (GNV) representa 6,9% da matriz de transportes. Para Dilma, essa participação é uma distorção na medida em que o Brasil conta com combustíveis alternativos, como a gasolina e o etanol.Segundo a ministra, o gás deveria ser destinado prioritariamente para as termelétricas, de modo a garantir a segurança energética do País, e para o segmento industrial, proporcionando aumento de produtividade. "A introdução do gás na matriz industrial provoca um aumento de produtividade ao longo de toda a cadeia", disse. Para exemplificar isso, a ministra citou a Espanha. "Há uma estimativa na Espanha de que a introdução do gás proporcionou aumento de 1,5 vez na produtividade."A ministra disse ainda que o aumento do consumo de GVN refletiu o deslocamento do preço do insumo com a gasolina e o etanol, tendo em vista que o preço do gás ficou congelado por um bom tempo. "Agora, a Petrobras vai aumentar o preço do gás porque o custo do insumo para a companhia também está aumentando", afirmou.

Dilma: há indícios de espionagem em furto na Petrobras

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, disse que há indícios de que o furto de dados da Petrobras pode estar relacionado a um caso de espionagem industrial. A ministra, no entanto, não citou o motivo dessa suspeita do governo. Apesar disso, Dilma descartou a possibilidade de o roubo de informações estratégicas sobre a camada pré-sal afetar a licitação de blocos localizados nessa área. "Não foi por causa do roubo que não licitamos os blocos. Jamais iríamos licitar essas áreas nos padrões anteriores. Temos consciência do tamanho das reservas."De acordo com Dilma, essa posição do governo reflete um compromisso com a população e com o País. "Essas reservas são uma riqueza atual do País e também para as próximas gerações", disse. Dilma lembrou que as recentes descobertas do pré-sal estão entre as maiores dos últimos tempos no mundo. A ministra qualificou o roubo como "lamentável, mas não catastrófico". Ela não acredita que isso influenciará negativamente os resultados das próximas licitações.

Para Dilma, CPI de Cartões Corporativos é importante

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, classificou como muito importante a realização de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o que ela chamou de "fontes de suprimento de pequenas despesas" referentes aos gastos com cartões de crédito corporativos. "O governo não teme nenhuma investigação. Nossa liderança se posicionou favorável a realizar a CPI", afirmou.Dilma, no entanto, ponderou que é necessário um histórico dos gastos desde 1998 para que se verifique a melhora das despesas com cartão corporativo. "O cartão é a melhor maneira de controlar essas pequenas despesas. Não apenas a União instituiu o cartão como também reduziu esses pequenos gastos. Em 2001, essas despesas eram de R$ 233 milhões. Ano passado, elas foram de R$ 177 milhões. Só não foi menor porque houve gastos com o Censo Agropecuário e com o Panamericano", disse.Segundo Dilma, a CPI é importante para que se aperfeiçoe a utilização do cartão corporativo. "Muita coisa precisa ser aperfeiçoada, só não podemos achar que o cartão é mau." A ministra cobrou uma maior fiscalização em relação ao uso do cartão, inclusive do portal da Transparência. "É preciso impedir que o gasto incorreto seja sistematizado. É preciso antecipar a resolução para esses erros", disse.Apesar da situação envolvendo os cartões corporativos, Dilma afirmou que todo órgão público, seja prefeituras ou Estados, utiliza esse meio de pagamento. Ela inclusive cobrou que se compare os gastos da União com outros Estados. "Li na imprensa que em São Paulo esse gasto é de R$ 108 milhões. É preciso olhar proporcionalmente, porque nós cobrimos do Oiapoque ao Chuí", disse.

Cláudia Leitte prepara mega-estrutura para gravação de DVD

Claudia Leitte disse que espera compreensão de seus fãs baianos por ter escolhido gravar seu primeiro DVD solo nas areias da Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, e não em Salvador. “Vai ser sem ciúmes. Eles (os fãs) me amam tanto que vão compreender”, falou ela, na coletiva que concedeu na tarde desta sexta-feira, no Hotel Copacabana Palace, na capital fluminense.

Com uma hora de atraso e sala lotada de jornalistas, Claudia Leitte apareceu num curtíssimo macaquinho branco, com uma gargantilha de ouro do Cristo Redentor, dada pela mãe, e contou mais detalhes do show que, para ela, é a realização de um sonho de menina, além de falar de família, de como vai ser seu Carnaval no ano que vem e da eterna comparação que fazem entre ela e Ivete Sangalo – que, por coincidência, também gravou seu último DVD no Rio de Janeiro, no Maracanã.

“Acho essas comparações com Ivete inevitáveis e eu não as alimento”, resignou-se. “Eu já gravei dois DVDs lá em Salvador”, voltou a cantora. “E como eu nasci em São Gonçalo (interior do Rio de Janeiro), parte da minha família é carioca quer que eu venha pra cá. Então, onde tem amor, tem compreensão”, afirmou, brincando com sua legião de seguidores. Segundo a cantora, a idéia de ser em Copacabana partiu de seu marido, Márcio Pedreira. “Para ele, esse é o cartão postal do universo!”, coloca. “Foi uma batalha. Desde agosto do ano passado, estamos tentando esse dia”.

E a gravação promete ser grande. Uma mega-estrutura está sendo montada na Praia de Copacabana, só comparada à erguida para abrigar a banda Rolling Stones: palco com 15 metros de altura, 36 metros de boca e três passarelas que avançam em direção ao público. Além disso, 12 torres de delay a cada 70 metros, para o som, abrangendo uma área de meio quilômetro, 200 movie-lights de luz e mais de um milhão de watts – capacidade que iluminaria uma cidade de 10 mil habitantes –, para espalhar jogos de luzes.

Documentário – Na coletiva, Claudia informou que assumiu a direção musical e cênica do espetáculo, e isso reflete o seu “momento de amadurecimento”, referindo-se à sua ida para a carreira solo. “Estou tomando posse da situação e coordenando a mim mesma”. Já o DVD é dirigido por LP Simonetti e Inês Vergara, “duas feras da área”, como colocou a moça. Serão 25 câmeras, nos lugares mais inusitados: em helicóptero, barco e até uma Omnicam, que é um trilho semelhante ao usado na cobertura dos Jogos Olímpicos, serão utilizadas.

O projeto intercala documentário com show, “e o documentário é tão importante quanto a apresentação. É como se fosse lado A, lado B”, acrescentou Claudinha, que também lançará o CD desta empreitada. CD e DVD, que serão lançados pela gravadora Universal – com a qual Claudia renovou o contrato também nesta sexta, após a coletiva –, têm a produção da Toscana Filmes.

O documentário está sendo gravado há quatro meses, captando imagens de Claudia no dia-a-dia. Já o DVD terá 24 músicas, sete inéditas (uma de Carlinhos Brown, "Busy Man") e o restante releituras de seus sucessos, na época de Babado Novo, com algumas covers que fará com seus convidados especiais: o multiartista Carlinhos Brown, a cantora Daniela Mercury, o cantor mineiro Wando – com quem cantará Fogo e Paixão, uma das preferidas de Claudinha, fã declarada
do "cantor das mulheres" –, o rapper carioca Gabriel, o Pensador, e Badauí, vocalista da banda paulista CPM 22.

Carnaval – Quanto ao Carnaval 2009 e às micaretas, Claudia avisa que, mesmo solo, já está na ativa, com agenda cheia e muitos planos. “Essa mudança para a carreira solo tem me empolgado muito, e já tenho um monte de shows marcados, graças a Deus”. Em Salvador, na folia, além de puxar o bloco Os Internacionais no domingo, como já foi anunciado, ela promete que irá dividir seu tempo eqüitativamente entre os circuitos Dodô e Osmar. “Vou sair no Bloco da Barra, na segunda e terça, vou puxar o alternativo Eu Vou, e no sábado será um outro bloco, que vamos dar um nome diferente”, adianta.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Chega a 10 número de mortos por causa da chuva no Rio

Uma mulher morreu e três crianças ficaram feridas no desabamento de um velho sobrado na Rua Barão de São Félix, na região próxima à Central do Brasil, no centro do Rio, em conseqüência das chuvas que caem no Estado desde ontem. Vânia da Silva, de 36 anos, morreu, e as três filhas dela - Alessandra, de 12, Patrícia, de 9, e Vanessa, de 4 - ficaram feridas, mas passam bem. Alessandra, Patrícia e Vanessa foram levadas por policiais militares do 5º Batalhão (Praça da Harmonia) para o Hospital Souza Aguiar, na região central. Com o acidente, subiu para dez o número de mortos e para pelo menos 15 o de feridos por causa do mau tempo no Estado."Minha irmã eu sei que perdi", disse, chorando, Arlindo Silva, irmão de Vânia. "As minhas sobrinhas estão lá, no hospital." O desmoronamento ocorreu no início da tarde. Vizinhos ouviram o barulho do teto caindo e a gritaria que se seguiu. "Começaram a gritar: `O casarão caiu, o casarão caiu", relatou uma testemunha. O prédio atingido era muito antigo. Construções contíguas, contudo, não foram afetadas. No momento do desastre, as quatro vítimas estavam em casa. Os policiais militares faziam uma ronda nas proximidades, chegaram rapidamente e retiraram as crianças dos escombros. Um deles afirmou que as meninas tiveram apenas escoriações superficiais e não pareciam correr risco de morte. Vânia, contudo, não resistiu ao entulho que desabou da construção, do início do século XX. A área é uma das mais antigas da capital fluminense e tem muitos prédios velhos e em más condições de conservação.

Mais de 12% dos vôos foram cancelados nos aeroportos

De acordo com o último boletim da Infraero, atualizado às 20 horas, 12,4% dos 1.479 vôos programados nos aeroportos brasileiros foram cancelados hoje. A estatal, responsável pela administração dos aeroportos do País, aponta que apenas 3,2% dos vôos, equivalentes a 47, registravam atrasos superiores a 1 hora.Em Congonhas (SP), foram cancelados 11 vôos, ou 6,9% dos 160 que estavam programados, e não havia registro de atrasos. Em Guarulhos (SP), 3,3% dos 182 vôos previstos estavam atrasados e 6 (ou 3,3%) foram cancelados.Já no Galeão (RJ), segundo a Infraero, o número de vôos cancelados chegou a 32, correspondentes a 21,8% dos 147 vôos programados, e apenas 3 (ou 2%) registravam atraso. Em Brasília (DF), dos 127 vôos estimados, 3,9% estavam atrasados e 19,7% foram cancelados.

domingo, 20 de janeiro de 2008

Polícia leva coleção de estilista após desfile na SPFW

Num dia de desfiles mornos e poucas celebridades, a São Paulo Fashion Week (SPFW) foi sacudida por um caso de polícia. Por volta das 16 horas de ontem, um oficial de Justiça e seis policiais militares entraram no camarim do estilista Lorenzo Merlino. Traziam um mandado de busca e apreensão de mercadorias expedido pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo. Só depois de 40 minutos de discussão e da intervenção de Paulo Borges, diretor do evento, é que as modelos de Merlino puderam pisar na passarela.Após mais de três horas de incertezas, agentes da Polícia Federal saíram do prédio da Bienal carregando seis caixas de papelão. A informação, confirmada pela oficial de Justiça Isabel Esther de Oliveira Costa, do TRT, era de que toda a coleção de 2008 havia sido confiscada para garantir o pagamento de dívidas trabalhistas. Segundo ela, a blitz foi resultado de uma ação movida em 2002 por um funcionário de um salão de beleza, do qual Merlino seria sócio. ?Isso não quer dizer que ele é desonesto?, ponderou.A oficial de Justiça também fez questão de dizer que a ida da ?força-tarefa? à SPFW não teve intenção de constranger o estilista. ?Tentamos encontrá-lo diversas vezes e, como não conseguíamos, viemos até aqui.? Um dos advogados de Merlino, Remo Bataglia, admitiu que seu cliente responde a um processo trabalhista. Na data da ação, os pais de Merlino eram sócios do L?Equipe, salão de beleza que funcionava nos Jardins. Segundo a assessoria do estilista, a dívida contestada na Justiça gira em torno de R$ 80 mil.Merlino deixou o prédio de Bienal pela escada de incêndio e não deu declarações sobre o episódio. Para completar, seu desfile foi considerado um dos piores da temporada - recebeu nota 5 no Júri Estado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

Aliados planejam atos de apoio a Alckmin em SP

O ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin vai usar manifestações de apoio à candidatura própria do PSDB à Prefeitura de São Paulo, que começam a pipocar na capital na próxima semana, fomentadas por seus aliados, como trunfo para neutralizar forças do partido resistentes à sua postulação ao cargo. A estratégia é garantir o discurso de que a candidatura do tucano é um ?desejo da sociedade? - e não um projeto pessoal - e deixar lideranças do PSDB em situação desconfortável para defender o apoio à reeleição do prefeito Gilberto Kassab (DEM).O primeiro ato está marcado para o próximo dia 28 na zona sul da cidade com a presença confirmada de Alckmin. Será um encontro com lideranças de diretórios zonais do PSDB da capital, candidatos a vereador e representantes de entidades sociais e de igrejas. No dia seguinte haverá mobilização na zona leste. Organizado por representantes de segmentos do partido e acompanhado de perto por articuladores alckmistas, o encontro servirá para lançar um manifesto a favor de o PSDB ter candidato à prefeitura paulistana. A carta vai circular por toda a cidade em busca de assinaturas. Outras manifestações estão previstas para depois do carnaval.?A proposta é entregar, mais para frente, o manifesto ao diretório do PSDB na capital?, diz Elias Bezerra, um dos promotores do evento e membro da Juventude no diretório municipal do PSDB. Alckmin e o governador de São Paulo, José Serra, travam uma disputa para decidir o rumo do PSDB na capital na próxima eleição. O ex-governador briga para ser candidato à prefeitura paulistana. Serra defende o apoio a Kassab e oferece ao colega de partido a postulação ao governo do Estado no próximo pleito. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Pacote fiscal de Bush é insuficiente, dizem especialistas

O pacote do governo George W. Bush para estimular a atividade econômica e o afrouxamento da política monetária pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) serão insuficientes para evitar um forte desaquecimento do país no primeiro semestre de 2008. Segundo analistas, as ações começarão a ter efeito prático no dia-a-dia dos americanos apenas entre o fim deste ano e o início de 2009. ?São estímulos necessários, mas chegam tarde?, sintetiza Christian Menegatti, economista-chefe para Estados Unidos do Roubini Global Economics (RGE) Monitor.?Já estamos em recessão, como mostraram dados recentes sobre emprego, vendas no varejo e construção de imóveis?, afirma Menegatti. O economista-chefe do Unibanco, Marcelo Salomon, explica que há um tempo para que medidas fiscais e monetárias se traduzam em números positivos. Uma redução (ou elevação) da taxa básica de juros tem impacto no custo do crédito para o consumidor, na melhor das hipóteses, seis meses mais tarde. E isso varia de país para país.?O lado bom é que, nos Estados Unidos, as políticas monetária e fiscal costumam reagir com rapidez aos estímulos, pois a economia é flexível?, diz Alessandra Ribeiro, economista da Tendências Consultoria. ?O mercado de trabalho, por exemplo, não é tão regulado e burocrático como o do Brasil.? Então, o governo Bush demorou demais para agir? Especialistas acham que não. Para eles, a rapidez da desaceleração econômica é que surpreendeu. ?Nem mesmo os analistas projetavam uma deterioração tão profunda do mercado imobiliário e um impacto tão forte dessa deterioração no resto da economia?, pondera Menegatti. ?Ninguém conseguiu prever as ramificações da bolha imobiliária?, completa Salomon. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Partidos tentam reaver mais de 6 mil mandatos no TSE

A Justiça Eleitoral informou que até o dia 30 de dezembro recebeu 6.296 pedidos de partidos que querem recuperar os mandatos de parlamentares que trocaram de legenda após serem eleitos. Mas esse número pode aumentar, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pois nem todos os tribunais regionais concluíram as autuações dos processos ajuizados. A regra da fidelidade partidária foi definida pelo TSE no dia 30 de outubro de 2007.De acordo com a Justiça, o Paraná teve o maior número de pedidos ajuizados: 1.080. O TSE destaca também que o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal não protocolou nenhum pedido de decretação de perda de cargo. Os tribunais regionais de São Paulo e Minas Gerais também registraram grandes números de pedidos de partidos para a retomada dos mandatos de parlamentares infiéis: 743 e 662, respectivamente. No Mato Grosso, o TSE registrou 528 pedidos e, em Tocantins, 516. Já entre os Estados que protocolaram o menor número de pedidos estão o Acre (três), Amapá (nove) e Rondônia (22).O prazo para a apresentação dos pedidos de decretação de perda de cargo eletivo por partidos políticos para os parlamentares que haviam trocado de legenda foi encerrado em 29 de novembro de 2007. No dia seguinte, 30 de novembro de 2007, começou a ser contado o prazo para apresentação dos pedidos de decretação de perda de mandato pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) ou por pessoa que tenha interesse jurídico.

domingo, 6 de janeiro de 2008

Obras no rio São Francisco recomeçam nesta segunda-feira

Brasília - As obras do projeto de transposição das águas do Rio São Francisco serão retomadas nesta segunda-feira, dia 7, após o fim do recesso do 2º Batalhão de Construção e Engenharia do Exército. As informações são do Centro de Comunicação Social da instituição.
Desde junho de 2007, os militares estão executando trabalhos de topografia e construção de uma barragem e dois canais de aproximação do rio com as estações de bombeamento, na região de Cabrobó (CE).
Em dezembro do ano passado, uma liminar do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1-1) chegou a suspender as obras, até o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir pela continuidade do projeto. No mesmo mês, o Bispo de Barra (BA), dom Luiz Flávio Cappio, anunciou o fim de uma greve de fome em protesto contra a transposição que durou 26 dias.
A assessoria de comunicação do Ministério da Integração Nacional, pasta responsável pelo projeto, não informou a data do início das obras civis, que serão executadas pelo vencedor da licitação do Lote 1, definido em dezembro. O Consórcio Águas do São Francisco, formado pelas empresas Carioca S.A, Paulista e Serveng, será responsável por obras de instalação, montagem, testes e comissionamento dos equipamentos mecânicos e elétricos. O projeto da transposição está orçado em R$ 4,9 bilhões.

Começa na Basiléia encontro de presidentes de BCs

Ainda tendo como tema central a crise imobiliária dos Estados Unidos, começou hoje na Basiléia, na Suíça, o encontro do Banco de Compensações Internacionais (BIS), do qual participam presidentes de bancos centrais de países industrializados e emergentes - incluindo o Brasil. A expectativa é que as previsões de desaquecimento, ou mesmo de recessão, na economia internacional sejam o tema central das discussões, que tiveram início às 12h30 (9h30 de Brasília).Os debates mais uma vez se realizam a portas fechadas. Até o momento, nenhum dos convidados falou à imprensa. A exceção foi o presidente do Banco Central polonês, Slawonir Skrzypek, que se disse preocupado com a situação do mercado mundial. "O que me preocupa agora é a inflação oriunda de custos agrícolas e de commodities. Neste momento estamos um pouco acima do nosso alvo e em 2008 esperamos voltar à meta."O presidente do Banco Central do Brasil, Henrique Meirelles, deixou seu hotel e chegou pouco após o horário previsto à sede do BIS. No trajeto, ele não quis fazer comentários nem sobre sua expectativa para a reunião nem sobre a informação de que o BC estaria satisfeito com o pacote de medidas fiscais anunciado pelo governo na quarta-feira para compensar a perda da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).O conjunto de medidas prevê o corte de R$ 20 bilhões em despesas e investimentos públicos e o aumento de R$ 10 bilhões na arrecadação por meio da elevação das alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). As duas medidas se somariam ao aumento de R$ 10 bilhões na arrecadação - previsto em razão da estimativa de crescimento de 5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2008 - para compensar a perda de R$ 38 bilhões do Orçamento gerada pela extinção da CPMF.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

FGV: após três anos, IPC-S interrompe desaceleração

O comportamento de alta dos preços dos alimentos interrompeu, em 2007, um processo de desaceleração do Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) que vinha sendo observado há três anos consecutivos desde 2004. A informação é do coordenador nacional do índice, Paulo Picchetti, que, em entrevista coletiva, distribuiu à imprensa um estudo comparativo que reforça esta análise, após a Fundação Getúlio Vargas (FGV) anunciar que o IPC-S acumulou alta de 4,60% no ano passado ante variação positiva de 2,06% em 2006.A FGV começou a calcular o IPC-S no formato atual em 2003, quando a inflação acumulada atingiu 8,16%. Em 2004, houve a primeira desaceleração, para 6,21% e, em 2005, a taxa do indicador atingiu 4,95%. Entre 2006 e 2007, o grupo Alimentação saiu de uma deflação de 0,52% para uma elevação de 10,65%, que foi de longe a aceleração mais expressiva entre os grupos pesquisados."Se olharmos os sete grupos grandes que analisamos em 2007, a maioria ficou estável ou teve desaceleração em relação a 2006. A exceção foi Alimentação", disse Picchetti, que classificou o comportamento dos itens do grupo como uma correção dos valores praticados anteriormente. "Interpreto todo este movimento como um grande ajuste de preços relativos, com várias trajetórias diferentes dentro de cada item", acrescentou.Entre os maiores exemplos listados, os preços relacionados às carnes bovinas e ao leite mereceram destaque especial do coordenador. Entre 2006 e 2007, o primeiro segmento passou de uma alta acumulada de 4,18% para 20,87%, enquanto a parte de Laticínios saiu de uma variação de 1,13% para 17,04%. "As grandes histórias de ajustes de preços no ano passado ficaram por conta da carne bovina e do leite. Não só houve um ajuste, mas também problemas de oferta desses itens", comentou

Maioria dos programas federais teve execução inferior a 80% em 2007, aponta ONG

Estudo mostra que 73% dos programas do governo federal tiveram execução inferior a 80% no ano de 2007. Os dados foram levantados pela organização não-governamental Contas Abertas, com base em números do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi).O consultor de economia da Contas Abertas, Gil Castelo Branco, explica que isso é possível porque o orçamento no Brasil é autorizativo, ou seja, o governo faz uma lista de intenções que serão cumpridas se houver recursos suficientes. “O orçamento ainda é aquela ficção que há tantos anos se comenta, é mais uma lista de desejos do que propriamente uma lista de realizações”, disse, em entrevista à Rádio Nacional.Por outro lado, existem aqueles compromissos que são determinados em Constituição ou legislação específica e por isso devem ser prioritários no momento da distribuição dos recursos, segundo Castelo Branco.Na avaliação do consultor, um caminho para reverter a baixa execução dos programas é aprimorar a gestão. “O governo tem um problema de gestão, não esse governo, digo todos os governos. O governo costuma gastar mal, com ineficiência”. Castelo Branco cita como exemplo que o Ministério dos Transportes foi o que teve o maior orçamento previsto para 2007 e, no entanto, há estradas brasileiras em péssimas condições.Os R$ 40 bilhões a menos no orçamento, como resultado do fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), podem comprometer a execução de obras de infra-estrutura no próximo ano, na avaliação do consultor da Contas Abertas.Isso porque, segundo ele, apesar do necessário corte de despesas, o governo deve procurar manter os gastos com programas sociais e aumento de salário para servidores públicos, já que 2008 é um ano de eleições municipais. “Mais uma vez corre o risco de que esses cortes recaiam sobre a infra-estrutura”, afirma

Maioria dos programas federais teve execução inferior a 80% em 2007, aponta ONG

Estudo mostra que 73% dos programas do governo federal tiveram execução inferior a 80% no ano de 2007. Os dados foram levantados pela organização não-governamental Contas Abertas, com base em números do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi).O consultor de economia da Contas Abertas, Gil Castelo Branco, explica que isso é possível porque o orçamento no Brasil é autorizativo, ou seja, o governo faz uma lista de intenções que serão cumpridas se houver recursos suficientes. “O orçamento ainda é aquela ficção que há tantos anos se comenta, é mais uma lista de desejos do que propriamente uma lista de realizações”, disse, em entrevista à Rádio Nacional.Por outro lado, existem aqueles compromissos que são determinados em Constituição ou legislação específica e por isso devem ser prioritários no momento da distribuição dos recursos, segundo Castelo Branco.Na avaliação do consultor, um caminho para reverter a baixa execução dos programas é aprimorar a gestão. “O governo tem um problema de gestão, não esse governo, digo todos os governos. O governo costuma gastar mal, com ineficiência”. Castelo Branco cita como exemplo que o Ministério dos Transportes foi o que teve o maior orçamento previsto para 2007 e, no entanto, há estradas brasileiras em péssimas condições.Os R$ 40 bilhões a menos no orçamento, como resultado do fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), podem comprometer a execução de obras de infra-estrutura no próximo ano, na avaliação do consultor da Contas Abertas.Isso porque, segundo ele, apesar do necessário corte de despesas, o governo deve procurar manter os gastos com programas sociais e aumento de salário para servidores públicos, já que 2008 é um ano de eleições municipais. “Mais uma vez corre o risco de que esses cortes recaiam sobre a infra-estrutura”, afirma