A taxa de desemprego em Salvador chega ao final de 2007 em queda. De janeiro a novembro, foi registrada uma diminuição de 1,7 ponto percentual, passando de 21,4 para 19,7%, segundo pesquisa do Dieese. Além disso, foram gerados 19.530 empregos formais, de acordo com registros do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego.
No mês de novembro, o destaque foi o crescimento de empregos nos setores de serviços (7.645), construção civil (5.557) e comércio (4.219). O Sistema Municipal de Intermediação de Mão-de-Obra (SIMM) aumentou em 11% o número de pessoas empregadas, em comparação com o mesmo período do ano passado. Desde sua inauguração, o SIMM já contabilizou 25 mil trabalhadores empregados.
O programa de qualificação profissional e social desenvolvido pela Prefeitura, por intermédio da Sempre e com apoio do Ministério do Trabalho e Emprego, beneficiou cerca de 6.500 trabalhadores de bairros pobres da capital, ilhas e outros locais com número elevado de desempregados. Essas pessoas foram contempladas com os cursos realizados a partir das demandas de mercado identificadas pelo SIMM, o que garante uma empregabilidade de cerca de 70% das pessoas que realizam os cursos.
Carnaval - Em janeiro começarão a ser preenchidas as vagas de emprego oferecidas para o carnaval pelo SIMM. Serão 2.500 para cordeiros e 200 para segurança e vigilante, além de 331 vagas para outras profissões, como recepcionista, motorista, mecânico e engenheiro.
domingo, 30 de dezembro de 2007
sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
Lupi quer lançar nova carteira de trabalho em 2008
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, anunciou hoje a intenção de lançar no dia 1º de maio de 2008 um novo modelo de carteira de trabalho. A carteira viria acompanhada de um cartão magnético com um chip que reuniria todas as informações sobre a vida profissional do trabalhador. O projeto, ainda em estudo, prevê pilotos nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e em mais quatro cidades do Sul e do Nordeste - ainda definidas. Após visitar um posto do Sistema Nacional de Emprego (Sine) no Rio de Janeiro, Lupi disse que o novo modelo do documento valerá para novas emissões a partir de maio de 2008. Numa segunda etapa do projeto, prevista para 2009, o cartão começaria a ser emitido também para as pessoas que já têm a carteira tradicional. A idéia não é substituir a carteira tradicional, mas complementá-la com a emissão do cartão magnético que conterá as mesmas informações da carteira no formato impresso e ainda permitirá aos trabalhadores obterem saldos atualizados de PIS, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e das contribuições previdenciárias. O desafio do governo para colocar em prática a idéia é interligar as bases de dados que contém separadamente todas essas informações. Segundo Lupi, o cruzamento dos dados vai ajudar o poder público no aprimoramento do controle de fraudes. Para os trabalhadores, disse Lupi, a vantagem é que os seus dados poderão ser consultados em terminais próprios instalados em locais públicos cujas estruturas ainda precisam ser definidas.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
CPMF representa mais gastos do que arroz, feijão e leite
Os brasileiros gastam R$ 25 bilhões por ano na compra de arroz, feijão e leite juntos, bem menos que a estimativa de arrecadação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) para este ano - R$ 40 bilhões, aponta um levantamento realizado pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio), com base nos dados da Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).Em termos porcentuais, enquanto o feijão representa 0,5% no total do consumo das famílias, a CPMF participa com 3,3% - em média, todo produto ou serviço comprado tem o valor final elevado em 3,3% por causa da contribuição. Para o assessor econômico da Fecomercio Fábio Pina, o imposto tem um caráter perverso, pois incide até mesmo sobre itens da cesta básica, como arroz e feijão, que, pela legislação vigente, são isentos de tributos ou possuem uma taxação diferenciada."Esses itens essenciais são isentos de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), por exemplo, mas não da CPMF", afirmou. Segundo a federação, se fosse um item separado na POF, a CPMF representaria o sétimo maior dispêndio anual das famílias brasileiras, atrás apenas de despesas como aluguel, vestuário, impostos diretos (sobre Propriedade de Veículos Automotores e Predial e Territorial Urbano, por exemplo), alimentação fora do domicílio, manutenção do lar e educação. "Diferentemente do IPVA e do IPTU, que têm uma função direta, ligada a serviços correlatos, como manutenção de asfalto ou iluminação, a CPMF está em todos os produtos, indistintamente", disse Pina.
quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
Compras de Natal: especialistas recomendam fugir do crediário
A correria de milhares de pessoas diariamente nos shoppings de Salvador indica que os baianos já estão empolgados com as compras de fim de ano. Parada mesmo está a Selic, taxa básica de juros estipulada pelo Banco Central. É que o Comitê de Política Monetária (Copom) da instituição decidiu, pelo segundo mês seguido, mantê-la estável em 11,25%. Com isso, os juros cobrados nos financiamentos ainda são considerados altos por especialistas e consumidores. Mesmo assim, lojistas, comerciários e até a indústria apostam nas boas vendas durante o período que antecede o natal e o revéillon na Bahia.
Na hora de sair às compras, é preciso ter bastante cuidado para não se endividar ou obter prejuízos. O alerta é do economista João Carlos Silva, especialista em auditoria econômica e financeira pela UGF-RJ, mestre em Economia pela UFBA e professor da Unifacs. Segundo ele, nas lojas há várias armadilhas que podem enganar o consumidor. Entre elas, o professor destaca os juros embutidos sutilmente nos financiamentos e a Taxa de Abertura de Crédito (TAC), cobrada pela maioria das instituições financeiras.
Para fugir dos perigos, o supervisor de condomínios João Almeida Ferreira, 36 anos, preferiu compra à vista a sua nova máquina de lavar roupas. “No crediário saía por R$ 400, mas eu consegui um bom negócio e comprei no dinheiro por R$ 233”. A economia de João poderia ter sido menor, pois o preço à vista exposto na vitrine era de R$ 280. “Tem que chorar pra ganhar”, comemora.
Quem também pretende ficar longe das compras a prazo são o chefe de restaurante Jorge Morais, 43, e o eletrotécnico Silvio Santos, 36. Eles garantem que vão economizar até 20% neste Natal. Jorge quer um novo guarda-roupa e uma televisão maior. Silvio vai adquirir roupas e calçados para os filhos.
A variação de preços entre as vendas em dinheiro e no crediário às vezes não é percebida pela maioria dos consumidores. Ainda assim, elas podem ser bem grandes. O mesmo modelo de TV de 29 polegadas, por exemplo, pode custar desde R$ 499 até R$ 948 a depender do plano de pagamento e da loja. Em um dos estabelecimentos visitados pela reportagem, o produto era comercializado a R$ 799 com as opções de parcelamento em 10x iguais no cheque ou cartão. “À vista, em dinheiro, ela sai por R$ 589”, garantiu o vendedor. Ou seja, a televisão fica 27% mais barata nessa opção de pagamento. Nas lojas, os juros cobrados do consumidor giram em torno de 1,5% nos parcelamentos em até 12 meses. No caso de prazos mais longos, a taxa chega a 3,5% ao mês (42% ao ano).
Apesar disso, as compras parceladas ainda representam grande parte dos negócios realizados no varejo. O gerente de vendas de uma grande loja de eletroeletrônicos assegura que os consumidores adoram uma prestação. “Normalmente os clientes usam o décimo terceiro na regularização da vida financeira, com o pagamento das dívidas e adquirem novos débitos com os parcelamentos”, avalia.
É para evitar essa armadilha que Veranilce Nunes vai organizar o seu Natal. A promotora de vendas disse que vai comprar as lembrancinhas à vista e somente os presentes mais caros a prazo. “Tudo pra não perder o controle das finanças”, garante.
Ana Mércia Coelho, gerente de uma loja especializada em tênis importados, afirma que sete de cada 10 clientes que fecham negócio no estabelecimento em que trabalha optam por comprar os calçados de forma parcelada. A gerente também explica que o comércio está precavido. “A gente trabalha apenas com cartão de crédito para não haver prejuízo com chequews sem fundos”, diz.
Bom pagador – Embora a preocupação de Ana Mércia seja grande, o baiano é considerado um bom pagador na comparação com consumidores de outros estados. De acordo com levantamento da Serasa, uma das principais empresas brasileiras de proteção ao crédito, a média mensal de cheques devolvidos na Bahia é de 29,5 para cada mil compensados. Já no Maranhão, líder em inadimplência na região Nordeste, a relação de cheques sem fundo é superior a 60 para cada mil compensados.
Segundo os técnicos da Serasa, a inadimplência com cheques vem dimuindo ao longo dos últimos meses, principalmente devido ao aumento da renda média dos trabalhadores, ao crescimento do número de empregos com carteira assinada, à redução das taxas de juros e ao alongamento dos prazos de financiamento. Além disso, a multiplicidade das formas de crédito ajudou a melhorar a educação financeira do consumidor, que hoje utiliza o pré-datado com mais disciplina.
Na hora de sair às compras, é preciso ter bastante cuidado para não se endividar ou obter prejuízos. O alerta é do economista João Carlos Silva, especialista em auditoria econômica e financeira pela UGF-RJ, mestre em Economia pela UFBA e professor da Unifacs. Segundo ele, nas lojas há várias armadilhas que podem enganar o consumidor. Entre elas, o professor destaca os juros embutidos sutilmente nos financiamentos e a Taxa de Abertura de Crédito (TAC), cobrada pela maioria das instituições financeiras.
Para fugir dos perigos, o supervisor de condomínios João Almeida Ferreira, 36 anos, preferiu compra à vista a sua nova máquina de lavar roupas. “No crediário saía por R$ 400, mas eu consegui um bom negócio e comprei no dinheiro por R$ 233”. A economia de João poderia ter sido menor, pois o preço à vista exposto na vitrine era de R$ 280. “Tem que chorar pra ganhar”, comemora.
Quem também pretende ficar longe das compras a prazo são o chefe de restaurante Jorge Morais, 43, e o eletrotécnico Silvio Santos, 36. Eles garantem que vão economizar até 20% neste Natal. Jorge quer um novo guarda-roupa e uma televisão maior. Silvio vai adquirir roupas e calçados para os filhos.
A variação de preços entre as vendas em dinheiro e no crediário às vezes não é percebida pela maioria dos consumidores. Ainda assim, elas podem ser bem grandes. O mesmo modelo de TV de 29 polegadas, por exemplo, pode custar desde R$ 499 até R$ 948 a depender do plano de pagamento e da loja. Em um dos estabelecimentos visitados pela reportagem, o produto era comercializado a R$ 799 com as opções de parcelamento em 10x iguais no cheque ou cartão. “À vista, em dinheiro, ela sai por R$ 589”, garantiu o vendedor. Ou seja, a televisão fica 27% mais barata nessa opção de pagamento. Nas lojas, os juros cobrados do consumidor giram em torno de 1,5% nos parcelamentos em até 12 meses. No caso de prazos mais longos, a taxa chega a 3,5% ao mês (42% ao ano).
Apesar disso, as compras parceladas ainda representam grande parte dos negócios realizados no varejo. O gerente de vendas de uma grande loja de eletroeletrônicos assegura que os consumidores adoram uma prestação. “Normalmente os clientes usam o décimo terceiro na regularização da vida financeira, com o pagamento das dívidas e adquirem novos débitos com os parcelamentos”, avalia.
É para evitar essa armadilha que Veranilce Nunes vai organizar o seu Natal. A promotora de vendas disse que vai comprar as lembrancinhas à vista e somente os presentes mais caros a prazo. “Tudo pra não perder o controle das finanças”, garante.
Ana Mércia Coelho, gerente de uma loja especializada em tênis importados, afirma que sete de cada 10 clientes que fecham negócio no estabelecimento em que trabalha optam por comprar os calçados de forma parcelada. A gerente também explica que o comércio está precavido. “A gente trabalha apenas com cartão de crédito para não haver prejuízo com chequews sem fundos”, diz.
Bom pagador – Embora a preocupação de Ana Mércia seja grande, o baiano é considerado um bom pagador na comparação com consumidores de outros estados. De acordo com levantamento da Serasa, uma das principais empresas brasileiras de proteção ao crédito, a média mensal de cheques devolvidos na Bahia é de 29,5 para cada mil compensados. Já no Maranhão, líder em inadimplência na região Nordeste, a relação de cheques sem fundo é superior a 60 para cada mil compensados.
Segundo os técnicos da Serasa, a inadimplência com cheques vem dimuindo ao longo dos últimos meses, principalmente devido ao aumento da renda média dos trabalhadores, ao crescimento do número de empregos com carteira assinada, à redução das taxas de juros e ao alongamento dos prazos de financiamento. Além disso, a multiplicidade das formas de crédito ajudou a melhorar a educação financeira do consumidor, que hoje utiliza o pré-datado com mais disciplina.
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
Troca de legenda
Deputada infiel diz ter sido perseguida pelo DEM
A deputada federal Jusmari Oliveira (PR-BA), que corre o risco de perder o mandato por infidelidade partidária, disse ter sido vítima de perseguições, agravos, desconsiderações e graves discriminações pelo então PFL, atual DEM. Os argumentos foram apresentados ao Tribunal Superior Eleitoral para justificar sua desfiliação do DEM, ocorrida após o dia 27 de março de 2007, data da edição da Resolução 22.610/07, que pune a infidelidade com perda de mandato.
De acordo com a norma, os mandatos obtidos nas eleições proporcionais pertencem aos partidos políticos ou às coligações e não aos candidatos eleitos, a não ser nos casos de desligamento por justa causa.
No caso de Jusmari, o DEM informou que a desfiliação se deu efetivamente em 29 de março de 2007, apesar da comunicação, em 28 de fevereiro, feita ao então presidente do partido, Jorge Bornhausen. De acordo com a Lei 9.096/95 (Lei dos Partidos Políticos), o pedido de desligamento de legenda política deve ser feito por escrito à direção municipal do partido e ao juiz eleitoral da zona em que for inscrito.
Em sua resposta ao pedido de decretação de perda de mandato, a deputada reafirmou que a data em que se desfiliou do DEM é 28 de fevereiro, quando comunicou sua saída ao presidente do Diretório Regional da Bahia e ao juiz eleitoral da 70ª Zona Eleitoral, em Barreiras (BA). Ela apresentou cópia de documento em que a chefe da zona eleitoral certifica que foi protocolado o seu pedido de desfiliação. A deputada disse ter cumprido as determinações do artigo 21, da Lei 9.096/95, que prevê a extinção do vínculo partidário dois dias após a data da entrega do pedido.
Ela apresentou, também em sua defesa, correspondência do então presidente nacional do DEM, acusando o recebimento do comunicado de desfiliação e o pagamento de multa no valor de R$ 51,3 mil de acordo com o estatuto partidário. Segundo Jusmari, a data de 29 de março se refere ao dia em que se filiou ao novo partido (PR), e como é de praxe, fez nova comunicação ao DEM. Disse ter mudado de partido devido a perseguições que sofria no DEM.
A deputada federal Jusmari Oliveira (PR-BA), que corre o risco de perder o mandato por infidelidade partidária, disse ter sido vítima de perseguições, agravos, desconsiderações e graves discriminações pelo então PFL, atual DEM. Os argumentos foram apresentados ao Tribunal Superior Eleitoral para justificar sua desfiliação do DEM, ocorrida após o dia 27 de março de 2007, data da edição da Resolução 22.610/07, que pune a infidelidade com perda de mandato.
De acordo com a norma, os mandatos obtidos nas eleições proporcionais pertencem aos partidos políticos ou às coligações e não aos candidatos eleitos, a não ser nos casos de desligamento por justa causa.
No caso de Jusmari, o DEM informou que a desfiliação se deu efetivamente em 29 de março de 2007, apesar da comunicação, em 28 de fevereiro, feita ao então presidente do partido, Jorge Bornhausen. De acordo com a Lei 9.096/95 (Lei dos Partidos Políticos), o pedido de desligamento de legenda política deve ser feito por escrito à direção municipal do partido e ao juiz eleitoral da zona em que for inscrito.
Em sua resposta ao pedido de decretação de perda de mandato, a deputada reafirmou que a data em que se desfiliou do DEM é 28 de fevereiro, quando comunicou sua saída ao presidente do Diretório Regional da Bahia e ao juiz eleitoral da 70ª Zona Eleitoral, em Barreiras (BA). Ela apresentou cópia de documento em que a chefe da zona eleitoral certifica que foi protocolado o seu pedido de desfiliação. A deputada disse ter cumprido as determinações do artigo 21, da Lei 9.096/95, que prevê a extinção do vínculo partidário dois dias após a data da entrega do pedido.
Ela apresentou, também em sua defesa, correspondência do então presidente nacional do DEM, acusando o recebimento do comunicado de desfiliação e o pagamento de multa no valor de R$ 51,3 mil de acordo com o estatuto partidário. Segundo Jusmari, a data de 29 de março se refere ao dia em que se filiou ao novo partido (PR), e como é de praxe, fez nova comunicação ao DEM. Disse ter mudado de partido devido a perseguições que sofria no DEM.
Renan foi absolvido com 48 votos contra cassação
O presidente licenciado da Casa, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), foi absolvido da acusação de quebra de decoro parlamentar por 48 votos contra cassação, 29 a favor e 3 abstenções. Renan precisava de 41 votos de um total de 81 para escapar da punição. Ele foi acusado de comprar duas emissoras de rádio e um jornal, em Alagoas, em nome de laranjas, em parceria com o usineiro João Lyra. Logo após a votação, a sessão do Senado foi encerrada e o senador recebeu os cumprimentos dos colegas. Caso fosse cassado, Renan perderia seus direitos políticos e ficaria inelegível por oito anos. Como o senador renunciou à presidência da Casa durante seu discurso de defesa no plenário, o presidente interino, senador Tião Viana (PT-AC), deve convocar novas eleições em cinco dias úteis. A sessão foi aberta, ao contrário do que ocorreu em setembro no julgamento da primeira representação contra Renan, mas a Constituição manda que os votos dos senadores fossem mantidos secretos. O presidente licenciado do Senado já havia escapado de outras duas representações. Na primeira, ele foi absolvido da acusação de ter despesas pessoais pagas por um lobista. A segunda, a de que ele teria intercedido no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e na Receita Federal a favor da cervejaria Schincariol, foi arquivada no Conselho de Ética da Casa.
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
A BOLSA DE VALORES DE SÃO PAULO ( BOVESPA) FECHOU ESTA QUARTA- FEIRA EM FORTE ALTA!!!!!
SÃO PAULO - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou, nesta quarta-feira, em forte alta de 3,84% para 61.714 pontos. Já a moeda norte-americana terminou o dia com baixa de 2,34%, cotada a R$ 1,794. Tirando o feriado da Consciência Negra, quando São Paulo e Rio de Janeiro ficaram fechados e o dólar recuou em uma sessão muito esvaziada, foi a primeira queda após sete dias de alta.
Bolsas da Europa encerram pregão com valorização acima de 2%
A inversão de sinal foi induzida em parte pela continuidade do ambiente externo mais favorável desde ontem, com firmes altas das Bolsas em Nova York, queda dos preços dos títulos do Tesouro dos EUA (Treasuries) - com respectiva alta dos juros em alta - e recuperação parcial do dólar no mercado de moedas internacionais.
Os investidores reforçaram as apostas na continuidade do corte de juro nos Estados Unidos pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) em reunião que acontece em dezembro, após o discurso do vice-presidente do Fed, Donald Kohn. Ele repetiu a necessidade de uma política monetária "ágil", pragmática e flexível, diante das incertezas sobre como a turbulência nos mercados financeiros afetará a disponibilidade do crédito aos consumidores e para as empresas.
No lado interno, também pesou para o recuo da moeda norte-americana a perspectiva de pesados ingressos de recursos no mercado brasileiro por causa da abertura de capital (IPO) da BM&F e das ofertas públicas do Banco do Brasil e da empresa de energia MPX, do empresário Eike Batista - esta última anunciada hoje.
Segundo operadores de câmbio, por causa do IPO da BM&F já estaria havendo ingressos financeiros de investidores interessados em participar da operação. Com o fluxo cambial positivo, o giro à vista melhorou chegava próximo a US$ 4 bilhões.
À tarde, o Banco Central interveio, mais uma vez no mercado à vista, anunciando o leilão de compra da moeda. Segundo um operador, teriam sido aceitas no leilão quatro propostas, de quatro bancos. Cinco instituições declararam as taxas, que iam de R$ 1,7942 a R$ 1,7960. Doze bancos não divulgaram as taxas apresentadas.
Bolsas da Europa encerram pregão com valorização acima de 2%
A inversão de sinal foi induzida em parte pela continuidade do ambiente externo mais favorável desde ontem, com firmes altas das Bolsas em Nova York, queda dos preços dos títulos do Tesouro dos EUA (Treasuries) - com respectiva alta dos juros em alta - e recuperação parcial do dólar no mercado de moedas internacionais.
Os investidores reforçaram as apostas na continuidade do corte de juro nos Estados Unidos pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) em reunião que acontece em dezembro, após o discurso do vice-presidente do Fed, Donald Kohn. Ele repetiu a necessidade de uma política monetária "ágil", pragmática e flexível, diante das incertezas sobre como a turbulência nos mercados financeiros afetará a disponibilidade do crédito aos consumidores e para as empresas.
No lado interno, também pesou para o recuo da moeda norte-americana a perspectiva de pesados ingressos de recursos no mercado brasileiro por causa da abertura de capital (IPO) da BM&F e das ofertas públicas do Banco do Brasil e da empresa de energia MPX, do empresário Eike Batista - esta última anunciada hoje.
Segundo operadores de câmbio, por causa do IPO da BM&F já estaria havendo ingressos financeiros de investidores interessados em participar da operação. Com o fluxo cambial positivo, o giro à vista melhorou chegava próximo a US$ 4 bilhões.
À tarde, o Banco Central interveio, mais uma vez no mercado à vista, anunciando o leilão de compra da moeda. Segundo um operador, teriam sido aceitas no leilão quatro propostas, de quatro bancos. Cinco instituições declararam as taxas, que iam de R$ 1,7942 a R$ 1,7960. Doze bancos não divulgaram as taxas apresentadas.
Prefeito de queimadas será investigado por desvio de verba pública
O prefeito de Queimadas, José Mauro de Oliveira Filho, é acusado pelo Ministério Público Estadual (MPE) de desvio de R$ 30 mil repassados pela Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb). A ação civil pública por ato de improbidade administrativa movida contra o prefeito foi ajuizada pelo promotor de Justiça do MPE, Pedro Safira Andrade.
Segundo nota divulgada pelo MPE, do total repassado, R$ 10 mil foram desviados “para fins não esclarecidos” e R$ 20 mil foram utilizados “para pagamento de dívidas de combustível contraídas pela Prefeitura Municipal, que são alheias ao objeto do convênio” – convênio este assinado com a Sudesb e que garantia cerca de R$ 210 mil para ampliar e reformar o Estádio Municipal. O convênio foi rescidido pelo órgão a partir do momento que o prefeito não prestou contas da verba recebida.
Devido a este fato, uma Comissão de Tomada de Contas foi instaurada para inspecionar as contas da Prefeitura. Os membros da Comissão, no entanto, não foram recebidos pelo prefeito e outros representantes da prefeitura.
Ainda segundo o comunicado, o prefeito falsificou uma nota fiscal apresentada ao Tribunal de Contas na prestação de contas do valor recebido da Sudesb. Para o promotor, em nota, “é imperioso o ressarcimento dos R$ 10 mil creditados na conta do município e flagrantemente desviados para fins supostamente de interesse particular”. Segundo ele, o prefeito vai de encontro com os “princípios da legalidade, moralidade administrativa e finalidade” ao falsificar a nota e utilizar o restante do dinheiro para pagamentos de contas outras.
O prefeito não foi encontrado pela reportagem. O município de Queimadas está localizado a 300 km de Salvador.
Segundo nota divulgada pelo MPE, do total repassado, R$ 10 mil foram desviados “para fins não esclarecidos” e R$ 20 mil foram utilizados “para pagamento de dívidas de combustível contraídas pela Prefeitura Municipal, que são alheias ao objeto do convênio” – convênio este assinado com a Sudesb e que garantia cerca de R$ 210 mil para ampliar e reformar o Estádio Municipal. O convênio foi rescidido pelo órgão a partir do momento que o prefeito não prestou contas da verba recebida.
Devido a este fato, uma Comissão de Tomada de Contas foi instaurada para inspecionar as contas da Prefeitura. Os membros da Comissão, no entanto, não foram recebidos pelo prefeito e outros representantes da prefeitura.
Ainda segundo o comunicado, o prefeito falsificou uma nota fiscal apresentada ao Tribunal de Contas na prestação de contas do valor recebido da Sudesb. Para o promotor, em nota, “é imperioso o ressarcimento dos R$ 10 mil creditados na conta do município e flagrantemente desviados para fins supostamente de interesse particular”. Segundo ele, o prefeito vai de encontro com os “princípios da legalidade, moralidade administrativa e finalidade” ao falsificar a nota e utilizar o restante do dinheiro para pagamentos de contas outras.
O prefeito não foi encontrado pela reportagem. O município de Queimadas está localizado a 300 km de Salvador.
domingo, 18 de novembro de 2007
Deputados baianos gastam R$ 612 mil de auxílio-morádia
Dezessete dos 39 deputados federais baianos moram em hotéis e imóveis alugados de Brasília, em vez de ocuparem apartamentos funcionais, gerando uma despesa anual de R$ 612 mil. Questões familiares, praticidade e a precariedade ou mesmo a insuficiência de apartamentos da Câmara justificam a opção da maioria por receber R$ 3 mil mensais de auxílio-moradia. O abandono dos funcionais é um movimento geral e que cresce ano após ano. Dos 513 deputados, só 215 têm residências oficiais na Asa Sul do plano piloto. Nessa relação está fora o presidente Arlindo Chinaglia (PT-SP), que mora na casa do Lago Sul reservada ao ocupante do cargo.
Mas, mesmo que todos desejassem usufruir o direito a apartamento gratuito, haveria a necessidade de pesadas reformas e ainda restaria um déficit de 80 unidades. A maior parte dos 432 apartamentos, alguns construídos há mais de 40 anos, estão em péssimo estado e favoreceram o gasto de R$ 109 milhões em auxílio-moradia ao longo dos últimos 13 anos.
Apenas com custeio são gastos R$ 19 milhões por ano com moradia dos deputados, dos quais R$ 9 milhões com a simples manutenção dos imóveis. Além disso, volta e meia, a Câmara precisa ir à Justiça para reaver imóveis indevidamente ocupados por ex-parlamentares, incluindo alguns com mandatos cassados.
São muitas as soluções sugeridas para superar o imbróglio. Entre elas, estão reformar os apartamentos piores, subdividir os maiores para garantir unidades a todos, leiloá-los e assim oficializar o auxílio ou ainda deixar tudo como está, vendo encarecer a conta com hotéis e manutenção de imóveis fechados. Uma decisão definitiva, porém, só deve sair em 2008. Enquanto isso, os debates se resumem à polêmica reforma já autorizada pela Mesa Diretora. No início de outubro foi decidido abrir licitação para aplicar R$ 36 milhões do orçamento da Câmara no reparo de 120 dos 217 apartamentos desocupados. Os editais das obras foram criticados por preverem instalação de banheiras de hidromassagem.
Argumentos – A comodidade para quem mora sozinho na cidade foi o motivo alegado pelo deputado Sérgio Carneiro (PT-BA) para se mudar para um hotel. “No primeiro mandato, morei em apartamento funcional. Mas o imóvel que recebi veio sem qualquer aparato. Tive de colocar tudo dentro, desde utensílios domésticos, móveis, roupas de cama, mesa e banho e até telefone sem fio”, conta.
Ele acrescenta que a despesa ficava ainda maior com a contratação de uma empregada, mesmo com o período de recesso parlamentar. “Como minha esposa não veio comigo nesta legislatura, o que me faz ficar entre Brasília e Salvador, optei por um hotel que oferecesse, a um custo compatível, facilidades como café da manhã, lavanderia e arrumadeira”, diz. O parlamentar reclama que o auxílio-moradia está “aquém dos valores praticados” pelo mercado hoteleiro de Brasília.
Também em nome da praticidade depois que seus filhos, já crescidos, decidiram ficar na Bahia, o deputado Jorge Khoury (DEM-BA) resolveu se mudar pela primeira vez para um hotel. “O apartamento é muito grande e não justificaria montar um lar completo morando sozinho”, disse. Ele não vê razão de ter que adquirir todos os utensílios e mobiliário necessários para se morar. Khoury acha que o ideal seria a Câmara leiloar os 215 apartamentos funcionais e incorporar o auxílio-moradia aos ganhos dos deputados. Receptivo - Raymundo Veloso (PMDB-BA) gosta de receber familiares e amigos em seu apartamento funcional de Brasília e acha que todos os deputados deveriam dispor de um. “Se o imóvel oficial existe, então seria uma obrigação do parlamentar ocupá-lo”, acha. Ele só reclama de ter recebido uma unidade em “péssimas condições”, com vidros quebrados e problemas diversos. “Foi um susto. Como um colega poderia deixar algo assim para outro? Isso não é certo”.
Depois de anos vivendo em apartamento funcional, João Almeida (PSDB-BA) decidiu recentemente mudar-se para um hotel. Além de se sentir bem acomodado, o deputado se convenceu de que a venda de todos os imóveis é uma forma de economizar. “Na ponta do lápis, ficaria mais barato estender o auxílio-moradia a todos do que fazer a manutenção dos apartamentos”, argumenta. “O valor do auxílio é compatível com o mercado de Brasília, que oferece opções para todos os casos”. Ele ressalta que os imóveis também exigem aparato burocrático da Câmara, exclusivamente dedicado à conservação e ao pagamento de seus gastos correntes.
Critérios de escolha – O tamanho dos imóveis é um dos fatores que interferem na escolha pelo auxílio-moradia. Muitos preferem ficar em flats que, além de menores, oferecem serviços de lavanderia e faxina incluídos na diária. O deputado Zezéu Ribeiro (PT-BA), que ocupa apartamento funcional, acha desnecessário um imóvel tão grande para alguém só, apoiando a tese de dividir imóveis em dois ou a compra de menores. Mas ele discorda totalmente da proposta de se vender tudo. “Não vejo vantagem em leiloar um patrimônio da Câmara só para fazer caixa, caso a intenção seja acabar com o auxílio. Temos de oferecer apartamentos em condições adequadas para todos os deputados”, diz.
Enquanto não se decide o seu futuro, os 18 prédios residenciais que a Câmara mantém em quatro quadras de alto nível da capital federal (302 Norte, 202 Norte, 311 Sul e 111 Sul) formam, mesmo com deterioração, um patrimônio avaliado em pelo menos R$ 150 milhões. As unidades têm três quartos grandes, suíte, escritório e sala de mais de 50 metros quadrados, além de dependências de empregados com dois quartos.
Mas, mesmo que todos desejassem usufruir o direito a apartamento gratuito, haveria a necessidade de pesadas reformas e ainda restaria um déficit de 80 unidades. A maior parte dos 432 apartamentos, alguns construídos há mais de 40 anos, estão em péssimo estado e favoreceram o gasto de R$ 109 milhões em auxílio-moradia ao longo dos últimos 13 anos.
Apenas com custeio são gastos R$ 19 milhões por ano com moradia dos deputados, dos quais R$ 9 milhões com a simples manutenção dos imóveis. Além disso, volta e meia, a Câmara precisa ir à Justiça para reaver imóveis indevidamente ocupados por ex-parlamentares, incluindo alguns com mandatos cassados.
São muitas as soluções sugeridas para superar o imbróglio. Entre elas, estão reformar os apartamentos piores, subdividir os maiores para garantir unidades a todos, leiloá-los e assim oficializar o auxílio ou ainda deixar tudo como está, vendo encarecer a conta com hotéis e manutenção de imóveis fechados. Uma decisão definitiva, porém, só deve sair em 2008. Enquanto isso, os debates se resumem à polêmica reforma já autorizada pela Mesa Diretora. No início de outubro foi decidido abrir licitação para aplicar R$ 36 milhões do orçamento da Câmara no reparo de 120 dos 217 apartamentos desocupados. Os editais das obras foram criticados por preverem instalação de banheiras de hidromassagem.
Argumentos – A comodidade para quem mora sozinho na cidade foi o motivo alegado pelo deputado Sérgio Carneiro (PT-BA) para se mudar para um hotel. “No primeiro mandato, morei em apartamento funcional. Mas o imóvel que recebi veio sem qualquer aparato. Tive de colocar tudo dentro, desde utensílios domésticos, móveis, roupas de cama, mesa e banho e até telefone sem fio”, conta.
Ele acrescenta que a despesa ficava ainda maior com a contratação de uma empregada, mesmo com o período de recesso parlamentar. “Como minha esposa não veio comigo nesta legislatura, o que me faz ficar entre Brasília e Salvador, optei por um hotel que oferecesse, a um custo compatível, facilidades como café da manhã, lavanderia e arrumadeira”, diz. O parlamentar reclama que o auxílio-moradia está “aquém dos valores praticados” pelo mercado hoteleiro de Brasília.
Também em nome da praticidade depois que seus filhos, já crescidos, decidiram ficar na Bahia, o deputado Jorge Khoury (DEM-BA) resolveu se mudar pela primeira vez para um hotel. “O apartamento é muito grande e não justificaria montar um lar completo morando sozinho”, disse. Ele não vê razão de ter que adquirir todos os utensílios e mobiliário necessários para se morar. Khoury acha que o ideal seria a Câmara leiloar os 215 apartamentos funcionais e incorporar o auxílio-moradia aos ganhos dos deputados. Receptivo - Raymundo Veloso (PMDB-BA) gosta de receber familiares e amigos em seu apartamento funcional de Brasília e acha que todos os deputados deveriam dispor de um. “Se o imóvel oficial existe, então seria uma obrigação do parlamentar ocupá-lo”, acha. Ele só reclama de ter recebido uma unidade em “péssimas condições”, com vidros quebrados e problemas diversos. “Foi um susto. Como um colega poderia deixar algo assim para outro? Isso não é certo”.
Depois de anos vivendo em apartamento funcional, João Almeida (PSDB-BA) decidiu recentemente mudar-se para um hotel. Além de se sentir bem acomodado, o deputado se convenceu de que a venda de todos os imóveis é uma forma de economizar. “Na ponta do lápis, ficaria mais barato estender o auxílio-moradia a todos do que fazer a manutenção dos apartamentos”, argumenta. “O valor do auxílio é compatível com o mercado de Brasília, que oferece opções para todos os casos”. Ele ressalta que os imóveis também exigem aparato burocrático da Câmara, exclusivamente dedicado à conservação e ao pagamento de seus gastos correntes.
Critérios de escolha – O tamanho dos imóveis é um dos fatores que interferem na escolha pelo auxílio-moradia. Muitos preferem ficar em flats que, além de menores, oferecem serviços de lavanderia e faxina incluídos na diária. O deputado Zezéu Ribeiro (PT-BA), que ocupa apartamento funcional, acha desnecessário um imóvel tão grande para alguém só, apoiando a tese de dividir imóveis em dois ou a compra de menores. Mas ele discorda totalmente da proposta de se vender tudo. “Não vejo vantagem em leiloar um patrimônio da Câmara só para fazer caixa, caso a intenção seja acabar com o auxílio. Temos de oferecer apartamentos em condições adequadas para todos os deputados”, diz.
Enquanto não se decide o seu futuro, os 18 prédios residenciais que a Câmara mantém em quatro quadras de alto nível da capital federal (302 Norte, 202 Norte, 311 Sul e 111 Sul) formam, mesmo com deterioração, um patrimônio avaliado em pelo menos R$ 150 milhões. As unidades têm três quartos grandes, suíte, escritório e sala de mais de 50 metros quadrados, além de dependências de empregados com dois quartos.
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
Ação popular pede fim do horário de verão
O deputado federal Sérgio Barradas Carneiro (PT-BA) entrou com ação popular na Justiça Federal em Salvador, nesta segunda-feira, 5, pedindo o fim do horário de verão. A suspensão em nível nacional tem como argumento o fato de “sacrifícios impostos à população” não justificarem uma “economia de energia tão insignificante”, inferior a 1%. Além disso, os ganhos financeiros obtidos com a medida não seriam repassados aos consumidores.
Carneiro argumenta que as dificuldades geradas pela mudança de horário deveriam ser, pelo menos, estendidas a todos as 27 unidades federativas e não apenas as atuais 11. “Coexistem nesse período dois Brasis, o que fere o princípio constitucional da igualdade entre os Estados, além da isonomia administrativa federal”, disse o deputado. A ação popular serve, segundo Carneiro, para notificar também o Ministério Público Federal, para que responde ao apelo. “Sempre fui contra e já disse isso ao presidente. A Bahia sai prejudicada tanto dentro quanto fora do horário especial”, disse.
Leia mais na versão digital ou edição impressa do Jornal A TARDE nesta terça-feira.
Carneiro argumenta que as dificuldades geradas pela mudança de horário deveriam ser, pelo menos, estendidas a todos as 27 unidades federativas e não apenas as atuais 11. “Coexistem nesse período dois Brasis, o que fere o princípio constitucional da igualdade entre os Estados, além da isonomia administrativa federal”, disse o deputado. A ação popular serve, segundo Carneiro, para notificar também o Ministério Público Federal, para que responde ao apelo. “Sempre fui contra e já disse isso ao presidente. A Bahia sai prejudicada tanto dentro quanto fora do horário especial”, disse.
Leia mais na versão digital ou edição impressa do Jornal A TARDE nesta terça-feira.
Fipe: preço do leite tem maior queda no IPC desde 1994
O preço médio do leite Longa Vida caiu 14,44% em outubro na capital paulista, conforme informou a Fipe hoje, por meio do Índice de Preços ao Consumidor (IPC). De acordo com o coordenador do indicador, Márcio Nakane, a queda no mês passado é a mais expressiva da série histórica do item, que começou a participar da pesquisa da Fipe em 1994.Segundo Nakane, o comportamento de baixa do preço do produto não surpreende, já que para ele está havendo uma espécie de "devolução" das fortes altas observadas na segunda metade do primeiro semestre do ano. "O leite subiu demais e, agora, está caindo de maneira bastante forte", disse. Para ele, no momento, não há ligação desta queda com os recentes casos no País de inclusão de soda cáustica e água oxigenada na composição do produto.De acordo com o coordenador do IPC, o preço médio do leite começou 2007 no nível de R$ 1,50, mas em abril iniciou um processo de alta, que teve como ápice o período compreendido entre o final de junho e o começo de julho. "No pico, quando chegou a um preço médio de R$ 2,35, o leite Longa Vida subiu 15,65%, variação mais elevada desde julho de 2000", lembrou. "Agora, com esta queda de 14,44%, o preço médio deste item está em R$ 1,80", informou.
sexta-feira, 2 de novembro de 2007
STJ DECIDE QUE ASSINATURA MENSAL DE TELEFONE É LEGAL
A cobrança da assinatura básica mensal em serviço de telefonia fixa é legal, de acordo com entendimento da Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O julgamento foi concluído hoje, informou o STJ em sua página na internet. Os integrantes da Seção acompanharam o voto do relator, ministro José Delgado. Ele acolheu o recurso da empresa Brasil Telecom pela cobrança da assinatura. A decisão foi por maioria de votos. O ministro Herman Benjamin divergiu do voto do relator entendendo ser ilegal a cobrança.O ministro José Delgado, relator do caso, reconheceu a legalidade da cobrança da assinatura básica mensal por considerar que a tarifação tem amparo na legislação. Para o ministro, a cobrança tem origem contratual, além de ser destinada à infra-estrutura do sistema. O voto do relator, proferido em maio deste ano, foi acompanhado pelo ministro João Otávio de Noronha. Em seguida, o ministro Herman Benjamin pediu vista antecipada do processo.Após o voto-vista do ministro Herman Benjamin, os demais integrantes proferiram seus votos. Os ministros Eliana Calmon, Luiz Fux, Teori Albino Zavascki, Castro Meira, Denise Arruda e Humberto Martins acompanharam o entendimento do relator, ministro José Delgado. O ministro João Otávio de Noronha já havia votado no mesmo sentido do relator. Com isso, o recurso da Brasil Telecom foi acolhido por maioria de votos.
segunda-feira, 1 de outubro de 2007
Aliado é escolhido relator de dois processos contra Renan
O presidente do Conselho de Ética, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), escolheu o senador Almeida Lima (PMDB-SE), aliado fiel de Renan Calheiros (PMDB-AL), para relatar os dois últimos processos por quebra de decoro que tramitam contra o presidente do Senado.
Renan é acusado de comprar duas emissoras de rádio e um jornal em Alagoas por meio de laranjas e de comandar um esquema de arrecadação ilegal de dinheiro em ministérios comandados pelo PMDB.
Com o mesmo relator, Quintanilha decidiu unificar as duas representações, o que ajudaria o peemedebista a livrar-se mais rápido das acusações que pesam contra ele.
A oposição ainda não decidiu se apresentará recurso contra a junção de duas representações em apenas uma.
Almeida Lima foi um dos relatores do primeiro processo contra Renan no Conselho de Ética, acusado de ter despesas pessoais pagas por um lobista da construtora Mendes Júnior. Ele defendeu o arquivamento, contra os outros dois relatores Renato Casagrande (PSB-ES) e Marisa Serrano (PSDB-MS), que recomendaram a cassação. Renan foi absolvido pelo plenário
O líder do PMDB no Senado Valdir Raupp (RO) defendeu nesta segunda-feira o arquivamento da representação contra Renan que trata da compra de rádios e jornal, sob o argumento de que as denúncias se referem a período anterior ao mandato e que por isso a Mesa Diretora teria errado ao encaminhar o processo ao Conselho de Ética.
Renan é acusado de comprar duas emissoras de rádio e um jornal em Alagoas por meio de laranjas e de comandar um esquema de arrecadação ilegal de dinheiro em ministérios comandados pelo PMDB.
Com o mesmo relator, Quintanilha decidiu unificar as duas representações, o que ajudaria o peemedebista a livrar-se mais rápido das acusações que pesam contra ele.
A oposição ainda não decidiu se apresentará recurso contra a junção de duas representações em apenas uma.
Almeida Lima foi um dos relatores do primeiro processo contra Renan no Conselho de Ética, acusado de ter despesas pessoais pagas por um lobista da construtora Mendes Júnior. Ele defendeu o arquivamento, contra os outros dois relatores Renato Casagrande (PSB-ES) e Marisa Serrano (PSDB-MS), que recomendaram a cassação. Renan foi absolvido pelo plenário
O líder do PMDB no Senado Valdir Raupp (RO) defendeu nesta segunda-feira o arquivamento da representação contra Renan que trata da compra de rádios e jornal, sob o argumento de que as denúncias se referem a período anterior ao mandato e que por isso a Mesa Diretora teria errado ao encaminhar o processo ao Conselho de Ética.
Dólar cai a R$1,81, nível mais baixo desde agosto de 2000
Os recursos trazidos por investidores estrangeiros derrubaram a cotação da moeda norte-americana nesta segunda-feira pela quinta sessão seguida, e o dólar fechou no menor valor desde agosto de 2000.
A divisa terminou o dia cotada a 1,810 real, após baixa de 1,36 por cento. É o menor nível desde 17 de agosto de 2000. No ano, a moeda acumula agora baixa de mais de 15 por cento.
A nova queda do dólar foi patrocinada pelo desempenho da Bolsa de Valores de São Paulo, que cravou outro recorde ao superar os 62 mil pontos. Para comprar ações no Brasil, lembrou Júlio César Vogeler, operador de câmbio da corretora Didier Levy, os investidores estrangeiros têm que vender dólares e trocar por reais. "E então o dólar vai embora", disse.
O vigor do mercado brasileiro, com destaque para as ações da Vale do Rio Doce, foi alimentado pela performance consistente do mercado internacional. Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones <.DJI>, referência da Bolsa de Nova York, também atingiu patamar histórico.
O desembarque de estrangeiros nas aplicações brasileiras tem se somado ao fluxo de dólares trazidos pelas exportações. A balança comercial registrou superávit de 3,47 bilhões de dólares em setembro e, apesar do menor volume em relação a 2006, deve chegar aos 42 bilhões de dólares no final do ano, de acordo com analistas consultados pelo Banco Central
.
A consistente baixa do dólar alimenta a expectativa no mercado sobre a volta dos leilões de compra pelo BC. Realizada diariamente durante vários meses, a última operação do tipo foi realizada em 13 de agosto.
Há dúvidas, porém, quanto à força da autoridade monetária para reverter a valorização do real.
"Vai começar de novo aquela queda de braço do BC com o mercado. Vamos ter que avaliar até que ponto o fluxo vai ser mais poderoso que o BC. Se bem que as reservas já estão bem altas... Vamos ver até que ponto o BC vai ter apetite para segurar isso", comentou Vogeler.
A divisa
A nova queda do dólar foi patrocinada pelo desempenho da Bolsa de Valores de São Paulo, que cravou outro recorde ao superar os 62 mil pontos. Para comprar ações no Brasil, lembrou Júlio César Vogeler, operador de câmbio da corretora Didier Levy, os investidores estrangeiros têm que vender dólares e trocar por reais. "E então o dólar vai embora", disse.
O vigor do mercado brasileiro, com destaque para as ações da Vale do Rio Doce
O desembarque de estrangeiros nas aplicações brasileiras tem se somado ao fluxo de dólares trazidos pelas exportações. A balança comercial registrou superávit de 3,47 bilhões de dólares em setembro e, apesar do menor volume em relação a 2006, deve chegar aos 42 bilhões de dólares no final do ano, de acordo com analistas consultados pelo Banco Central
.
A consistente baixa do dólar alimenta a expectativa no mercado sobre a volta dos leilões de compra pelo BC. Realizada diariamente durante vários meses, a última operação do tipo foi realizada em 13 de agosto.
Há dúvidas, porém, quanto à força da autoridade monetária para reverter a valorização do real.
"Vai começar de novo aquela queda de braço do BC com o mercado. Vamos ter que avaliar até que ponto o fluxo vai ser mais poderoso que o BC. Se bem que as reservas já estão bem altas... Vamos ver até que ponto o BC vai ter apetite para segurar isso", comentou Vogeler.
Lula anuncia 10 novas universidades federais até 2010
O Brasil terá, até o final de 2010, mais dez universidades federais, 48 extensões universitárias e 214 escolas técnicas profissionalizantes, anunciou hoje o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no seu programa semanal de rádio Café com o Presidente, que é retransmitido pela rede Radiobrás. Segundo Lula, "esses são números importantes porque são compromissos políticos, éticos e educacionais com a sociedade brasileira para recuperar o tempo sem investimentos adequados na área de educação".
Lula reafirmou que assumiu o compromisso de solucionar, "se não toda", a maior parte das dificuldades na área de educação existentes no País e reconheceu que a tarefa é difícil.
Para o presidente "é crescente o número de crianças de 7 a 14 anos na escola, é crescente o número de crianças de 5 a 6 anos na escola, é crescente o número de jovens de 15 a 17 anos. Ou seja, nós crescemos praticamente em 13,2% o número de jovens universitários no Brasil".
O presidente disse também que entre as medidas que terão impacto positivo no sistema educacional brasileiro estão a do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e a do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), além do aumento de oito para nove anos do tempo de permanência no ensino fundamental.
Lula reafirmou que assumiu o compromisso de solucionar, "se não toda", a maior parte das dificuldades na área de educação existentes no País e reconheceu que a tarefa é difícil.
Para o presidente "é crescente o número de crianças de 7 a 14 anos na escola, é crescente o número de crianças de 5 a 6 anos na escola, é crescente o número de jovens de 15 a 17 anos. Ou seja, nós crescemos praticamente em 13,2% o número de jovens universitários no Brasil".
O presidente disse também que entre as medidas que terão impacto positivo no sistema educacional brasileiro estão a do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e a do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), além do aumento de oito para nove anos do tempo de permanência no ensino fundamental.
Conta de telefone fica mais cara nesta segunda-feira
O reajuste das tarifas de concessionárias de telefonia fixa concedido pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) passa a valer a partir desta segunda, 1º, em todo o país.
Nos serviços locais, o aumento é linear para assinatura e minutos. Já as chamadas de longa distância e longa distância internacional o reajuste pode ser variável, obedecendo ao teto de 8,06% estabelecido pela Agência.
Na Bahia, a Telemar teve reajuste de 1,8321% e a Embratel, em contraposição, teve reajuste negativo de -1,4811%. Veja os índices de reajuste das demais operadoras:
BrasilTelecom 2,1385%
(Telefônica) 2,2054%
CTBCTelecom 2,1692%
Sercomtel 2,2054%
Além da ligação de fixo para fixo, o valor do crédito de ligação em telefones públicos também sofre reajuste, de 2,16%, e passa para R$ 0,1185, já com impostos, em todo o país. Ficou mais caro também a partir desta segunda ligar de telefones fixos para móveis. Os reajustes permitidos para esta modalidade foram mais elevados. Confira:
Telemar 2,187800%
BrTelecom 3.28987%
(Telefônica) 3,28987%
CTBCTelecom 3,34313%
Sercomtel 3,40578%
*Com informações da Anatel
Nos serviços locais, o aumento é linear para assinatura e minutos. Já as chamadas de longa distância e longa distância internacional o reajuste pode ser variável, obedecendo ao teto de 8,06% estabelecido pela Agência.
Na Bahia, a Telemar teve reajuste de 1,8321% e a Embratel, em contraposição, teve reajuste negativo de -1,4811%. Veja os índices de reajuste das demais operadoras:
BrasilTelecom 2,1385%
(Telefônica) 2,2054%
CTBCTelecom 2,1692%
Sercomtel 2,2054%
Além da ligação de fixo para fixo, o valor do crédito de ligação em telefones públicos também sofre reajuste, de 2,16%, e passa para R$ 0,1185, já com impostos, em todo o país. Ficou mais caro também a partir desta segunda ligar de telefones fixos para móveis. Os reajustes permitidos para esta modalidade foram mais elevados. Confira:
Telemar 2,187800%
BrTelecom 3.28987%
(Telefônica) 3,28987%
CTBCTelecom 3,34313%
Sercomtel 3,40578%
*Com informações da Anatel
domingo, 30 de setembro de 2007
Após paralisação, bancários ameaçam entrar em greve
Após uma paralisação de advertência de 24 horas na sexta-feira (28), os bancários ameaçam parar por tempo indeterminado a partir da próxima quarta-feira (3) em todo o país.
A greve depende das assembléias marcadas para o início da semana, que irão decidir pela adesão ou não ao movimento.
De acordo com um comunicado divulgado pelo comando nacional dos bancários as negociações com os patrões foram encerradas porque não houve avanço nas discussões.
Os bancários da cidade de São Paulo e da região de Osasco mantiveram a rejeição à proposta patronal na negociação salarial e aprovaram moção indicativa de nova greve de 24 horas para terça-feira (2).
De acordo com nota divulgada no site da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), o único acordo foi o reajuste de 5,2% no salário que antes era de 4,82%.
Segundo a nota, na décima rodada de negociação não houve nenhuma alteração no que diz respeito à participação nos lucros e resultados (PLR) ou em qualquer outra cláusula.
“Os bancos aumentaram sua lucratividade do ano passado para cá e não querem repassar nada para os funcionários. Deixamos claro que a atual proposta é inaceitável", disse, em nota, o presidente da Contraf-CUT, Vagner Freitas. "Se essa é a única linguagem que entendem, vamos nos organizar e fazer greve por tempo indeterminado a partir do dia 3 de outubro”, afirmou.
De acordo com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), a proposta dos bancos prevê a inclusão na Convenção Coletiva de um novo benefício: a 13ª cesta alimentação. "Todos os bancários já recebem, a cada mês, uma cesta alimentação de R$ 238,08 - que passará a ser de R$ 250,46. Com a nova proposta, receberão mais uma cesta no ano, nesse valor", informou a Fenaban.
A categoria não concorda. Pede participação nos lucros de dois salários mínimos e uma parcela fixa de R$ 3.500. Os bancários também reivindicam a fixação de um piso salarial de R$ 1.628,24.
Estudo da consultoria Economática divulgado em agosto mostra que os bancos foram os que mais lucraram no setor econômico no primeiro semestre.
Por outro, lado criaram menos empregos informais. Os ganhos acumulados no período ficaram em R$ 14,52 bilhões, com 4.320 postos de trabalho com carteira assinada no semestre. Foi o menor índice entre os setores pesquisados mensalmente pelo Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged) do Ministério do Trabalho.
De acordo com o Cadastro, o número de novos empregos nas instituições financeiras representa apenas 0,39% do total de 1,095 milhão de postos de trabalho criados de janeiro a junho.
A greve depende das assembléias marcadas para o início da semana, que irão decidir pela adesão ou não ao movimento.
De acordo com um comunicado divulgado pelo comando nacional dos bancários as negociações com os patrões foram encerradas porque não houve avanço nas discussões.
Os bancários da cidade de São Paulo e da região de Osasco mantiveram a rejeição à proposta patronal na negociação salarial e aprovaram moção indicativa de nova greve de 24 horas para terça-feira (2).
De acordo com nota divulgada no site da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), o único acordo foi o reajuste de 5,2% no salário que antes era de 4,82%.
Segundo a nota, na décima rodada de negociação não houve nenhuma alteração no que diz respeito à participação nos lucros e resultados (PLR) ou em qualquer outra cláusula.
“Os bancos aumentaram sua lucratividade do ano passado para cá e não querem repassar nada para os funcionários. Deixamos claro que a atual proposta é inaceitável", disse, em nota, o presidente da Contraf-CUT, Vagner Freitas. "Se essa é a única linguagem que entendem, vamos nos organizar e fazer greve por tempo indeterminado a partir do dia 3 de outubro”, afirmou.
De acordo com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), a proposta dos bancos prevê a inclusão na Convenção Coletiva de um novo benefício: a 13ª cesta alimentação. "Todos os bancários já recebem, a cada mês, uma cesta alimentação de R$ 238,08 - que passará a ser de R$ 250,46. Com a nova proposta, receberão mais uma cesta no ano, nesse valor", informou a Fenaban.
A categoria não concorda. Pede participação nos lucros de dois salários mínimos e uma parcela fixa de R$ 3.500. Os bancários também reivindicam a fixação de um piso salarial de R$ 1.628,24.
Estudo da consultoria Economática divulgado em agosto mostra que os bancos foram os que mais lucraram no setor econômico no primeiro semestre.
Por outro, lado criaram menos empregos informais. Os ganhos acumulados no período ficaram em R$ 14,52 bilhões, com 4.320 postos de trabalho com carteira assinada no semestre. Foi o menor índice entre os setores pesquisados mensalmente pelo Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged) do Ministério do Trabalho.
De acordo com o Cadastro, o número de novos empregos nas instituições financeiras representa apenas 0,39% do total de 1,095 milhão de postos de trabalho criados de janeiro a junho.
OceanAir lança promoções para 10 rotas
A companhia aérea OceanAir lançou uma promoção para dez rotas. Quem comprar passagens aéreas entre os dias 1 a 13 de outubro, com embarque até o dia 14, terá descontos. Os preços da promoção, para diversos trechos, começam a partir de R$ 71,00.
Os preços com desconto valem também para os trechos inversos. O regulamento da promoção está no site da companhia. Reservas podem ser feitas diretamente na Central da OceanAir, através dos telefones 4004 4040 nas principais Capitais e 0300 789 8160 para demais cidades.
Confira algumas rotas e preços por trecho:
Salvador - Brasília R$ 99,00
São Paulo - Foz do Iguaçu R$ 99,00
São Paulo - Florianópolis R$ 84,00
São Paulo - Rio de Janeiro R$ 71,00
Rio de Janeiro - Brasília R$ 99,00
Rio de Janeiro - Porto Alegre R$99,00
Porto Alegre - Curitiba R$ 99,00
São Paulo - Chapecó R$ 99,00
Os preços com desconto valem também para os trechos inversos. O regulamento da promoção está no site da companhia. Reservas podem ser feitas diretamente na Central da OceanAir, através dos telefones 4004 4040 nas principais Capitais e 0300 789 8160 para demais cidades.
Confira algumas rotas e preços por trecho:
Salvador - Brasília R$ 99,00
São Paulo - Foz do Iguaçu R$ 99,00
São Paulo - Florianópolis R$ 84,00
São Paulo - Rio de Janeiro R$ 71,00
Rio de Janeiro - Brasília R$ 99,00
Rio de Janeiro - Porto Alegre R$99,00
Porto Alegre - Curitiba R$ 99,00
São Paulo - Chapecó R$ 99,00
Cooperativas de catadores receberão R$ 14,6 milhões do BNDES para projetos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciará nesta segunda, 1°, a liberação de R$ 14,6 milhões da linha de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) destinada a cooperativas de catadores de materiais recicláveis.
Segundo informações do Palácio do Planalto, os recursos serão reapssados a 21 cooperativas em 10 estados do país, beneficiando cerca de 1,5 mil cooperados.
As operações fazem parte dos 34 projetos já aprovados pelo BNDES, no valor total de R$ 22,9 milhões. O financiamento destina-se a reformas de infra-estrutura física, assistência técnica e capacitação de cooperadores.
“É uma conquista a partir do compromisso do governo com a geração de postos de trabalho.
O próprio presidente [Lula] se comprometeu, em reunião que tivemos, a abrir postos de trabalho. Para nós é de grande importância, para gerar mais trabalho a catadores do Brasil todo", observa Roberto Laureano, da coordenação nacional do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR).
A entidade calcula que existem atualmente no Brasil entre 300 mil e um milhão de catadores. A estimativa engloba desde catadores cooperados até catadores que trabalham a céu aberto e nas ruas das cidades.
O movimento tem cadastradas 450 cooperativas formalizadas, reunindo em torno de 35 mil catadores. A maior parte das organizações é constituída por associações.
A linha de crédito foi lançada pelo presidente Lula em outubro do ano passado, a partir de uma proposta conjunta dos Ministérios do Trabalho e Emprego, Cidades e do Desenvolvimento e Social e Combate à Fome.
A medida originou-se de um estudo da Faculdade de Economia da Universidade Federal da Bahia, que foi encaminhado como reivindicação à Presidência da República pelo MNCR.
A pesquisa levantava as necessidades dos catadores para que pudessem se constituir em organizações sustentáveis que garantissem qualidade de vida.
Um estudo do Instituto Polis sobre os resíduos desviados dos aterros sanitários pelos catadores de materiais recicláveis mostra que, somente na cidade de São Paulo, estão em atividade 20 mil catadores.
“Esses carroceiros, como são chamados popularmente os catadores, coletam em torno de 400 quilos de materiais por dia, o que resulta em oito mil toneladas diárias de lixo reciclável que deixam de ir para os aterros sanitários e são destinados adequadamente para a coleta seletiva”, destacou Davi Amorim, da assessoria do movimento.
Segundo ele, a média nacional de renda dos catadores varia de R$ 70 a R$ 140 mensais.
Com a compra de equipamentos, caminhões e prensas para realizar o trabalho de forma adequada, esse valor subiria para R$ 450 por mês, avaliou Amorim.
Segundo informações do Palácio do Planalto, os recursos serão reapssados a 21 cooperativas em 10 estados do país, beneficiando cerca de 1,5 mil cooperados.
As operações fazem parte dos 34 projetos já aprovados pelo BNDES, no valor total de R$ 22,9 milhões. O financiamento destina-se a reformas de infra-estrutura física, assistência técnica e capacitação de cooperadores.
“É uma conquista a partir do compromisso do governo com a geração de postos de trabalho.
O próprio presidente [Lula] se comprometeu, em reunião que tivemos, a abrir postos de trabalho. Para nós é de grande importância, para gerar mais trabalho a catadores do Brasil todo", observa Roberto Laureano, da coordenação nacional do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR).
A entidade calcula que existem atualmente no Brasil entre 300 mil e um milhão de catadores. A estimativa engloba desde catadores cooperados até catadores que trabalham a céu aberto e nas ruas das cidades.
O movimento tem cadastradas 450 cooperativas formalizadas, reunindo em torno de 35 mil catadores. A maior parte das organizações é constituída por associações.
A linha de crédito foi lançada pelo presidente Lula em outubro do ano passado, a partir de uma proposta conjunta dos Ministérios do Trabalho e Emprego, Cidades e do Desenvolvimento e Social e Combate à Fome.
A medida originou-se de um estudo da Faculdade de Economia da Universidade Federal da Bahia, que foi encaminhado como reivindicação à Presidência da República pelo MNCR.
A pesquisa levantava as necessidades dos catadores para que pudessem se constituir em organizações sustentáveis que garantissem qualidade de vida.
Um estudo do Instituto Polis sobre os resíduos desviados dos aterros sanitários pelos catadores de materiais recicláveis mostra que, somente na cidade de São Paulo, estão em atividade 20 mil catadores.
“Esses carroceiros, como são chamados popularmente os catadores, coletam em torno de 400 quilos de materiais por dia, o que resulta em oito mil toneladas diárias de lixo reciclável que deixam de ir para os aterros sanitários e são destinados adequadamente para a coleta seletiva”, destacou Davi Amorim, da assessoria do movimento.
Segundo ele, a média nacional de renda dos catadores varia de R$ 70 a R$ 140 mensais.
Com a compra de equipamentos, caminhões e prensas para realizar o trabalho de forma adequada, esse valor subiria para R$ 450 por mês, avaliou Amorim.
CRÍTICAS AO GOVERNO E À GOL DOMINAM ATO EM HOMENAGEM ÀS VÍTIMAS DO VÔO 1907
Em meio ao clima de homenagem e consternação, críticas e reclamações dominaram o ato que lembrou o aniversário de um ano do acidente com o vôo 1907 no sábado, 29, em Brasília. A Associação de Familiares e Amigos das Vítimas do Vôo Gol 1907 acusou o governo e a companhia aérea de omissão e descaso.
Para a presidente da associação, Angelita de Marchi, que perdeu o marido Plínio Luiz Siqueira Júnior no acidente, a data de um ano do acidente traz um duplo sentimento. “Temos muita tristeza e também muita indignação”, declarou Angelita pouco antes do culto ecumênico, no Jardim Botânico de Brasília, que lembrou os 154 mortos no desastre.
“Há um ano estamos acompanhando a pouca movimentação do governo para esclarecer o acidente, apoiar os familiares e trazer uma resposta que amenize um pouquinho da dor que a gente sente”, disse Angelita. Ela também criticou a demora da Gol em fechar acordo com as vítimas e em renovar o auxílio médico e psicológico aos familiares.
As principais reclamações foram sintetizadas numa carta aberta distribuída durante o evento. No documento, os representantes dos 154 mortos no desastre reclamaram do fato de até hoje não terem sido recebidos pelo presidente Lula. “Somos cidadãos, eleitores e temos direito a ser tratados com dignidade. Temos direito a informações claras, precisas e apoio dos órgãos submetidos ao seu comando”, afirmou o texto.
A denúncia do suposto furto de pertences das vítimas resgatados do local do acidente foi um dos pontos centrais da carta. A associação criticou a afirmação do ministro Tarso Genro de que ele só tomou conhecimento do caso por meio da imprensa. “Essa questão, senhor ministro, era o último item da lista que entregamos a Vossa Excelência, que não se dignou a ler, nem mesmo, nossa solicitação. São meses sem seu apoio prometido, sem qualquer outra resposta sua”, ressaltou o documento.
Os familiares e amigos das vítimas alegam não terem recebido resposta do brigadeiro Jorge Kersul Filho, do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes (Cenipa) da Aeronáutica, sobre a condução do caso. “Denunciamos a pilhagem e, até hoje, não sabemos se há uma investigação sobre isso”, afirmou. Eles se queixam ainda de que Kersul descumpriu a promessa feita em depoimento à CPI do Apagão Aéreo no Senado de receber os representantes da associação.
O comunicado comemorou ainda a saída de Denise Abreu do quadro de diretores da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). “Não esquecemos suas palavras, mas agradecemos às autoridades ou forças que a fizeram renunciar”, citou o documento. Segundo a associação, a ex-diretora da Anac foi grosseira com os parentes das vítimas durante a busca dos corpos, ao afirmar que não era possível esperar que alguém fosse encontrado vivo.
O texto não chegou a defender o desligamento do presidente da Anac, Milton Zuanazzi, mas afirmou que os cidadãos têm “direito a querer ou não a sua representatividade [de Zuanazzi] na agência”. A associação manifestou ainda discordância com o relatório da CPI do Apagão Aéreo na Câmara dos Deputados, que eximiu a Anac de qualquer responsabilidade pela crise no setor.
O governo não foi o único alvo das críticas. No texto, a entidade expressou indignação com o fato de os pilotos do jato Legacy, Joe Lepore e Jan Paladino, estarem em liberdade um ano depois do acidente. A associação também alegou que a Gol não está fornecendo o apoio necessário.
“Não vamos esquecer os pedidos de apoio recusados, das promessas não cumpridas e da não renovação do nosso plano de saúde, que é essencial para muitas famílias”, destacou o comunicado.
Ontem (28), em nota, a Gol afirmou "continua firme" em seus compromissos com as famílias das 154 vítimas do vôo 1907. De acordo com a direção da empresa, até o momento, 32 acordos de indenização foram fechados. Além das indenizações, a Gol afirma que também disponibilizou assistência médica e psicológica por um ano. Esta última vai ser prorrogada pelo mesmo período. “O plano [médico] inicialmente válido por 12 meses, registrou pouca utilização no período. Apenas a assistência psicológica será mantida por mais um ano", disse a empresa à imprensa em carta.
Para a presidente da associação, Angelita de Marchi, que perdeu o marido Plínio Luiz Siqueira Júnior no acidente, a data de um ano do acidente traz um duplo sentimento. “Temos muita tristeza e também muita indignação”, declarou Angelita pouco antes do culto ecumênico, no Jardim Botânico de Brasília, que lembrou os 154 mortos no desastre.
“Há um ano estamos acompanhando a pouca movimentação do governo para esclarecer o acidente, apoiar os familiares e trazer uma resposta que amenize um pouquinho da dor que a gente sente”, disse Angelita. Ela também criticou a demora da Gol em fechar acordo com as vítimas e em renovar o auxílio médico e psicológico aos familiares.
As principais reclamações foram sintetizadas numa carta aberta distribuída durante o evento. No documento, os representantes dos 154 mortos no desastre reclamaram do fato de até hoje não terem sido recebidos pelo presidente Lula. “Somos cidadãos, eleitores e temos direito a ser tratados com dignidade. Temos direito a informações claras, precisas e apoio dos órgãos submetidos ao seu comando”, afirmou o texto.
A denúncia do suposto furto de pertences das vítimas resgatados do local do acidente foi um dos pontos centrais da carta. A associação criticou a afirmação do ministro Tarso Genro de que ele só tomou conhecimento do caso por meio da imprensa. “Essa questão, senhor ministro, era o último item da lista que entregamos a Vossa Excelência, que não se dignou a ler, nem mesmo, nossa solicitação. São meses sem seu apoio prometido, sem qualquer outra resposta sua”, ressaltou o documento.
Os familiares e amigos das vítimas alegam não terem recebido resposta do brigadeiro Jorge Kersul Filho, do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes (Cenipa) da Aeronáutica, sobre a condução do caso. “Denunciamos a pilhagem e, até hoje, não sabemos se há uma investigação sobre isso”, afirmou. Eles se queixam ainda de que Kersul descumpriu a promessa feita em depoimento à CPI do Apagão Aéreo no Senado de receber os representantes da associação.
O comunicado comemorou ainda a saída de Denise Abreu do quadro de diretores da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). “Não esquecemos suas palavras, mas agradecemos às autoridades ou forças que a fizeram renunciar”, citou o documento. Segundo a associação, a ex-diretora da Anac foi grosseira com os parentes das vítimas durante a busca dos corpos, ao afirmar que não era possível esperar que alguém fosse encontrado vivo.
O texto não chegou a defender o desligamento do presidente da Anac, Milton Zuanazzi, mas afirmou que os cidadãos têm “direito a querer ou não a sua representatividade [de Zuanazzi] na agência”. A associação manifestou ainda discordância com o relatório da CPI do Apagão Aéreo na Câmara dos Deputados, que eximiu a Anac de qualquer responsabilidade pela crise no setor.
O governo não foi o único alvo das críticas. No texto, a entidade expressou indignação com o fato de os pilotos do jato Legacy, Joe Lepore e Jan Paladino, estarem em liberdade um ano depois do acidente. A associação também alegou que a Gol não está fornecendo o apoio necessário.
“Não vamos esquecer os pedidos de apoio recusados, das promessas não cumpridas e da não renovação do nosso plano de saúde, que é essencial para muitas famílias”, destacou o comunicado.
Ontem (28), em nota, a Gol afirmou "continua firme" em seus compromissos com as famílias das 154 vítimas do vôo 1907. De acordo com a direção da empresa, até o momento, 32 acordos de indenização foram fechados. Além das indenizações, a Gol afirma que também disponibilizou assistência médica e psicológica por um ano. Esta última vai ser prorrogada pelo mesmo período. “O plano [médico] inicialmente válido por 12 meses, registrou pouca utilização no período. Apenas a assistência psicológica será mantida por mais um ano", disse a empresa à imprensa em carta.
sábado, 29 de setembro de 2007
Imagem de Lula é a melhor entre presidentes latinos
O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, é o líder latino-americano com melhor imagem popular no continente, com uma média de 56% de imagem positiva, contra 20% de imagem negativa e um saldo de +36 pontos, revela a pesquisa "Latin American Pulse", do Ipsos Public Affairs, realizada em seis países da região.
Já a pior imagem popular coube ao presidente Hugo Chávez. Na média, o líder venezuelano tem imagem positiva para 38% dos eleitores desses países e imagem negativa para 45% deles, com saldo de -7 pontos porcentuais. O Ipsos concluiu que Chávez "não é figura dominante na América Latina".
Não é só Chávez que não encanta o povo: 47 anos depois de instalar uma ditadura em Cuba, Fidel Castro soma 36% de imagem positiva, mas é repudiado por 42% do continente.
Já a pior imagem popular coube ao presidente Hugo Chávez. Na média, o líder venezuelano tem imagem positiva para 38% dos eleitores desses países e imagem negativa para 45% deles, com saldo de -7 pontos porcentuais. O Ipsos concluiu que Chávez "não é figura dominante na América Latina".
Não é só Chávez que não encanta o povo: 47 anos depois de instalar uma ditadura em Cuba, Fidel Castro soma 36% de imagem positiva, mas é repudiado por 42% do continente.
UM ANO DEPOIS, CRISE AÉREA SEGUE SEM SOLUÇÃO
A crise aérea, iniciada com a queda do avião da Gol, completa um ano hoje sem uma solução para o principal problema que impede o bom funcionamento do setor: a deficiência do sistema de controle do tráfego aéreo. Apesar de a situação de trabalho da categoria ter melhorado - controladores da área de defesa aérea foram convocados para reforçar a equipe que monitora a aviação comercial -, o sistema ainda não recebeu novos equipamentos e continua com insuficiência de pessoal treinado. A falha no controle aéreo foi a principal causa da colisão entre o Boeing que fazia o vôo 1907 da Gol e o jato Legacy da empresa norte-americana ExcelAire, recém-comprado da Embraer, em uma área remota da Amazônia. O acidente, ocorrido em 29 de setembro de 2006, foi o estopim da crise, despertando a atenção da população para os problemas no controle de tráfego.
"Até o momento não sei da compra de nenhum novo equipamento", afirma o presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores em Proteção ao Vôo, Jorge Carlos Botelho, que reúne os controladores de vôo civis. Ele afirma que a situação está mais tranqüila nos últimos meses porque o País passa por um momento de seca, com pouca chuva, o que ajuda a reduzir problemas com os equipamentos, mas a situação de alerta continua. Em relação às contratações, Botelho explica que a expectativa é de que, até o final do ano, 64 controladores civis se formem em São José dos Campos.
Ele ressalta, no entanto, que seriam necessários pelo menos 600 novos profissionais para operar o sistema de tráfego aéreo com tranqüilidade. "Calculamos que esse seria o efetivo necessário para repor o pessoal que sai de férias, licença médica ou que está se aposentando", explica. Botelho defende ainda a formação continuada de novos profissionais.
Caos em debate
Apesar de avaliar que poucas modificações relevantes foram feitas desde o acidente da Gol, que vitimou 154 pessoas, o presidente do sindicato dos controladores admite que há um lado positivo nesse caos: a problemática foi colocada em debate. Segundo ele, a partir do acidente, e principalmente após o movimento político feito pelos controladores, foi possível a sociedade participar dessa discussão. "Sabíamos que as coisas não iam ser resolvidas de imediato, mas é bom ver que estamos caminhando para encontrar soluções."
O diretor do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Marco Reina, ressalta que só depois do choque gerado pelo acidente com o vôo 3054 da TAM, em 17 de julho deste ano, é que as medidas começaram a ser adotadas. Reina afirma que os trabalhadores vêm há muito tempo alertando as autoridades e as empresas sobre os problemas do congestionamento dos aeroportos e para as conseqüências do aumento da jornada de trabalho, mas foi necessário ocorrer um segundo acidente para que algo fosse feito. "No intuito de quererem crescer cada vez mais, as empresas passaram por cima de várias coisas. Essa que é a verdade", afirma.
O aeronauta lembra que o setor registra crescimento de dois dígitos há vários anos, evolução que não foi acompanhada pela infra-estrutura. Ele critica inclusive os investimentos feitos para "embelezar" os aeroportos, em detrimento do aumento da capacidade. Reina avalia como positiva as restrições anunciadas pelo governo em relação ao aeroporto de Congonhas e explica que é melhor pecar pelo excesso do que pelo desleixo. "Acho que alguns pontos ainda merecem ser atacados, mas acredito que o novo ministro da Defesa assumiu o cargo com disposição de trazer mudanças", avalia.
"Até o momento não sei da compra de nenhum novo equipamento", afirma o presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores em Proteção ao Vôo, Jorge Carlos Botelho, que reúne os controladores de vôo civis. Ele afirma que a situação está mais tranqüila nos últimos meses porque o País passa por um momento de seca, com pouca chuva, o que ajuda a reduzir problemas com os equipamentos, mas a situação de alerta continua. Em relação às contratações, Botelho explica que a expectativa é de que, até o final do ano, 64 controladores civis se formem em São José dos Campos.
Ele ressalta, no entanto, que seriam necessários pelo menos 600 novos profissionais para operar o sistema de tráfego aéreo com tranqüilidade. "Calculamos que esse seria o efetivo necessário para repor o pessoal que sai de férias, licença médica ou que está se aposentando", explica. Botelho defende ainda a formação continuada de novos profissionais.
Caos em debate
Apesar de avaliar que poucas modificações relevantes foram feitas desde o acidente da Gol, que vitimou 154 pessoas, o presidente do sindicato dos controladores admite que há um lado positivo nesse caos: a problemática foi colocada em debate. Segundo ele, a partir do acidente, e principalmente após o movimento político feito pelos controladores, foi possível a sociedade participar dessa discussão. "Sabíamos que as coisas não iam ser resolvidas de imediato, mas é bom ver que estamos caminhando para encontrar soluções."
O diretor do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Marco Reina, ressalta que só depois do choque gerado pelo acidente com o vôo 3054 da TAM, em 17 de julho deste ano, é que as medidas começaram a ser adotadas. Reina afirma que os trabalhadores vêm há muito tempo alertando as autoridades e as empresas sobre os problemas do congestionamento dos aeroportos e para as conseqüências do aumento da jornada de trabalho, mas foi necessário ocorrer um segundo acidente para que algo fosse feito. "No intuito de quererem crescer cada vez mais, as empresas passaram por cima de várias coisas. Essa que é a verdade", afirma.
O aeronauta lembra que o setor registra crescimento de dois dígitos há vários anos, evolução que não foi acompanhada pela infra-estrutura. Ele critica inclusive os investimentos feitos para "embelezar" os aeroportos, em detrimento do aumento da capacidade. Reina avalia como positiva as restrições anunciadas pelo governo em relação ao aeroporto de Congonhas e explica que é melhor pecar pelo excesso do que pelo desleixo. "Acho que alguns pontos ainda merecem ser atacados, mas acredito que o novo ministro da Defesa assumiu o cargo com disposição de trazer mudanças", avalia.
Familiares e militares voltam ao local da queda do Boeing da Gol
Na manhã deste sábado (29), dia em que faz um ano do acidente com o vôo 1907 da Gol, que vitimou 154 pessoas, familiares e amigos das vítimas viajaram até o local do acidente em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB).
Na passagem pela Fazenda Jarinã, Mato Grosso, área que serviu de base para as equipes de resgate, serão deixadas uma placa e imagens de santos na capela construída depois da tragédia. No local da queda, 154 rosas brancas serão jogadas do alto. Depois, está programada a celebração de uma missa na Base Aérea da Serra do Cachimbo, sul do Pará.
Os parentes carregavam as fotografias dos entes queridos. Margarida Cruz, por exemplo, perdeu Carlos, filho de 26 anos. Para ela, mesmo um ano depois ainda é difícil acreditar. “Não dá pra aceitar. É como se ele não estivesse morto. É muito difícil aceitar”, desabafou.
Foi a mesma sensação de Antônio Cláudio de Araújo, tio de Marcelo Paixão, o último corpo localizado, 54 dias após o desastre. “A visita ao local parece que traz ainda uma certa apreensão, vamos dizer assim, de que a gente até possa ver mais coisas dele, possa encontrá-lo. Sonhar é uma constante nossa”, contou.
Misturado à emoção de retornar ao local do acidente, havia o agradecimento às equipes de militares e civis que ajudaram no resgate dos corpos. “É complicado. Nós somos pessoas extremamente técnicas, né? Fizemos toda a... Desculpe”, disse emocionado o major da FAB Gláucio de Oliveira.
Os parentes só retornarão no fim do dia. Na hora do acidente do vôo 1907, eles estarão no céu, voando em direção a Brasília. O aviso será dado pelo piloto da aeronave e, neste momento, será feito um minuto de silêncio.
Em 29 de setembro do ano passado, um Boeing da Gol saiu de Manaus com 154 pessoas com destino ao Rio de Janeiro e escala em Brasília. O avião se chocou com um jato Legacy e caiu em região de mata fechada ao norte de Mato Grosso. Todos os ocupantes morreram. Ninguém do Legacy se feriu.
O resgate dos corpos espalhados pela selva durou semanas. Até agora as investigações não apontaram culpados. “Nós, os familiares, não temos nenhuma posição das autoridades. Estamos sentindo uma injustiça incrível”, reclamou o tio de outra vítima, Francis Albert Ribeiro Dias.
De acordo com o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), o relatório final dirá que falha humana foi um dos fatores que contribuíram para a colisão. Mesmo assim, não foi fator determinante do acidente. O relatório ainda não tem data para ser apresentado.
Advogados da Gol ofereceram acordos que garantem aos beneficiários renda igual à que era obtida antes da tragédia. Até agora 32 ajustes foram fechados, beneficiando 82 pessoas. A companhia ofereceu ainda plano de saúde às famílias e reembolso das despesas médicas no primeiro mês depois do acidente.
Na passagem pela Fazenda Jarinã, Mato Grosso, área que serviu de base para as equipes de resgate, serão deixadas uma placa e imagens de santos na capela construída depois da tragédia. No local da queda, 154 rosas brancas serão jogadas do alto. Depois, está programada a celebração de uma missa na Base Aérea da Serra do Cachimbo, sul do Pará.
Os parentes carregavam as fotografias dos entes queridos. Margarida Cruz, por exemplo, perdeu Carlos, filho de 26 anos. Para ela, mesmo um ano depois ainda é difícil acreditar. “Não dá pra aceitar. É como se ele não estivesse morto. É muito difícil aceitar”, desabafou.
Foi a mesma sensação de Antônio Cláudio de Araújo, tio de Marcelo Paixão, o último corpo localizado, 54 dias após o desastre. “A visita ao local parece que traz ainda uma certa apreensão, vamos dizer assim, de que a gente até possa ver mais coisas dele, possa encontrá-lo. Sonhar é uma constante nossa”, contou.
Misturado à emoção de retornar ao local do acidente, havia o agradecimento às equipes de militares e civis que ajudaram no resgate dos corpos. “É complicado. Nós somos pessoas extremamente técnicas, né? Fizemos toda a... Desculpe”, disse emocionado o major da FAB Gláucio de Oliveira.
Os parentes só retornarão no fim do dia. Na hora do acidente do vôo 1907, eles estarão no céu, voando em direção a Brasília. O aviso será dado pelo piloto da aeronave e, neste momento, será feito um minuto de silêncio.
Em 29 de setembro do ano passado, um Boeing da Gol saiu de Manaus com 154 pessoas com destino ao Rio de Janeiro e escala em Brasília. O avião se chocou com um jato Legacy e caiu em região de mata fechada ao norte de Mato Grosso. Todos os ocupantes morreram. Ninguém do Legacy se feriu.
O resgate dos corpos espalhados pela selva durou semanas. Até agora as investigações não apontaram culpados. “Nós, os familiares, não temos nenhuma posição das autoridades. Estamos sentindo uma injustiça incrível”, reclamou o tio de outra vítima, Francis Albert Ribeiro Dias.
De acordo com o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), o relatório final dirá que falha humana foi um dos fatores que contribuíram para a colisão. Mesmo assim, não foi fator determinante do acidente. O relatório ainda não tem data para ser apresentado.
Advogados da Gol ofereceram acordos que garantem aos beneficiários renda igual à que era obtida antes da tragédia. Até agora 32 ajustes foram fechados, beneficiando 82 pessoas. A companhia ofereceu ainda plano de saúde às famílias e reembolso das despesas médicas no primeiro mês depois do acidente.
sexta-feira, 28 de setembro de 2007
FAB descarta pane em radares do Cindacta e equipamentos do Legacy
Documento sobre acidente com Boeing da Gol foi divulgado pela Aeronáutica. 'Normas e procedimentos não foram corretamente executados', diz FAB.
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáutico (Cenipa) reforçou nesta sexta-feira (28) que não houve pane nos equipamentos de comunicação ou no transponder do jato Legacy, que se chocou no ar contra o Boeing da Gol há um ano. A Aeronáutica também descartou a "ineficiência ou deficiência" dos radares do controle do tráfego aéreo. No entanto, as investigações apontam que "algumas normas e procedimentos não foram corretamente executados". O relatório final do Cenipa deverá informar os motivos.
Estas foram algumas conclusões da Aeronáutica após um ano de investigação do acidente que matou 154 pessoas em 29 de setembro de 2006. O relatório final sobre a tragédia, contudo, ainda não foi concluído. A informação foi repassada pelo chefe do Cenipa, Jorge Kersul, e pelo presidente da comissão de investigação, coronel Rufino Antonio da Silva Ferreira, ao tio de uma vítima do acidente, Jorge André Cavalcante.
"Estive com o coronel Rufino Ferreira e com Jorge Kersul, presidente e diretor do Cenipa, respectivamente, e eles me disseram que não há relatório final sobre o acidente. Segundo eles, a informação concreta é que serão divulgadas, na próxima semana, recomendações para evitar que novos acidentes aéreos aconteçam", disse Jorge André Cavalcante, que também presidiu a Associação de Parentes das Vítimas do Vôo 1907.
Documento
No documento sobre um ano do acidente com o vôo da Gol, divulgado nesta sexta, a Aeronáutica afirma que, "sob a ótica da prevenção, todo acidente decorre da junção de diversas condições alinhadas, as chamadas barreiras de segurança, e nunca em conseqüência de um único fator".
É assim em qualquer parte do mundo e compete à investigação preventiva retirar lições dessas ocorrências que resultem no aperfeiçoamento de toda e qualquer área envolvida".
A Aeronáutica negou que tenha vazado informações sobre as investigações, "consciente das normas internacionais que regem tal procedimento e da importância de se preservar dados necessários para o esclarecimento dos fatores que contribuíram com o acidente". Disse ainda que os familiares das vítimas têm recebido informações "consolidadas" sobre o acidente, incluindo "dados das caixas-pretas e dos diálogos gravados no controle de tráfego aéreo".
Crise aérea Para justificar atrasos e cancelamentos de vôos, a Aeronáutica informou que 18 controladores foram afastados do trabalho, no Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo em Brasília (Cindacta-1), para receber auxílio psicológico
"Esta situação, dentro de um contexto onde o número de profissionais estava exato em relação à demanda, fez com que o efetivo disponível não fosse o suficiente para atender as necessidades do controle de tráfego na área do Cindacta-1, onde o volume de aeronaves era muito grande. Este cenário desencadeou uma situação na qual o sistema de controle não apresentava condições de atender satisfatoriamente o fluxo de aeronaves no espaço aéreo, o que, aliado a outros fatores conjunturais, resultou em atrasos, retenções e cancelamentos de vôos, sem comprometer a segurança das operações aéreas".
Algumas medidas para conter a crise, segundo a Aeronáutica, foram adotadas, entre elas, contratação e treinamento de controladores na reserva, realização de concurso para 64 controladores civis e abertura de duas novas turmas de formação de controladores militares, com 160 vagas cada. Os 17 radares do sistema de controle do espaço aéreo informou a Aeronáutica, estão sendo modernizados e uma central de comunicação reserva foi instalada no Cindacta-1.
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáutico (Cenipa) reforçou nesta sexta-feira (28) que não houve pane nos equipamentos de comunicação ou no transponder do jato Legacy, que se chocou no ar contra o Boeing da Gol há um ano. A Aeronáutica também descartou a "ineficiência ou deficiência" dos radares do controle do tráfego aéreo. No entanto, as investigações apontam que "algumas normas e procedimentos não foram corretamente executados". O relatório final do Cenipa deverá informar os motivos.
Estas foram algumas conclusões da Aeronáutica após um ano de investigação do acidente que matou 154 pessoas em 29 de setembro de 2006. O relatório final sobre a tragédia, contudo, ainda não foi concluído. A informação foi repassada pelo chefe do Cenipa, Jorge Kersul, e pelo presidente da comissão de investigação, coronel Rufino Antonio da Silva Ferreira, ao tio de uma vítima do acidente, Jorge André Cavalcante.
"Estive com o coronel Rufino Ferreira e com Jorge Kersul, presidente e diretor do Cenipa, respectivamente, e eles me disseram que não há relatório final sobre o acidente. Segundo eles, a informação concreta é que serão divulgadas, na próxima semana, recomendações para evitar que novos acidentes aéreos aconteçam", disse Jorge André Cavalcante, que também presidiu a Associação de Parentes das Vítimas do Vôo 1907.
Documento
No documento sobre um ano do acidente com o vôo da Gol, divulgado nesta sexta, a Aeronáutica afirma que, "sob a ótica da prevenção, todo acidente decorre da junção de diversas condições alinhadas, as chamadas barreiras de segurança, e nunca em conseqüência de um único fator".
É assim em qualquer parte do mundo e compete à investigação preventiva retirar lições dessas ocorrências que resultem no aperfeiçoamento de toda e qualquer área envolvida".
A Aeronáutica negou que tenha vazado informações sobre as investigações, "consciente das normas internacionais que regem tal procedimento e da importância de se preservar dados necessários para o esclarecimento dos fatores que contribuíram com o acidente". Disse ainda que os familiares das vítimas têm recebido informações "consolidadas" sobre o acidente, incluindo "dados das caixas-pretas e dos diálogos gravados no controle de tráfego aéreo".
Crise aérea Para justificar atrasos e cancelamentos de vôos, a Aeronáutica informou que 18 controladores foram afastados do trabalho, no Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo em Brasília (Cindacta-1), para receber auxílio psicológico
"Esta situação, dentro de um contexto onde o número de profissionais estava exato em relação à demanda, fez com que o efetivo disponível não fosse o suficiente para atender as necessidades do controle de tráfego na área do Cindacta-1, onde o volume de aeronaves era muito grande. Este cenário desencadeou uma situação na qual o sistema de controle não apresentava condições de atender satisfatoriamente o fluxo de aeronaves no espaço aéreo, o que, aliado a outros fatores conjunturais, resultou em atrasos, retenções e cancelamentos de vôos, sem comprometer a segurança das operações aéreas".
Algumas medidas para conter a crise, segundo a Aeronáutica, foram adotadas, entre elas, contratação e treinamento de controladores na reserva, realização de concurso para 64 controladores civis e abertura de duas novas turmas de formação de controladores militares, com 160 vagas cada. Os 17 radares do sistema de controle do espaço aéreo informou a Aeronáutica, estão sendo modernizados e uma central de comunicação reserva foi instalada no Cindacta-1.
quinta-feira, 27 de setembro de 2007
Filho de Lula recebia salário do PT por "serviço à distância”
Filho de Lula recebia salário do PT por "serviço à distância”
LILIAN CHRISTOFOLETTIJOSÉ ALBERTO BOMBIGda Folha de S.Paulo
Poucos funcionários do diretório estadual do PT de São Paulo sabem, mas até duas semanas atrás eles tinham como colega, pelo menos na folha de pagamento, um dos filhos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O estudante de publicidade Sandro Luís Lula da Silva, 26, era contratado pelo Diretório do PT paulista desde 2002, mas prestava "serviço à distância", segundo informou o partido.
Sandro é o primeiro filho de Lula com Marisa Letícia. Antes do casamento, Lula foi pai de Lurian. Marisa é mãe de Marcos Cláudio, criado pelo presidente desde a primeira infância.
À distância
O filho de Lula foi contratado pelo diretório do PT em São Paulo como assistente administrativo no dia 15 de maio de 2002, ano da eleição presidencial. O salário dele era de R$ 1.522.
Depois que o pai assumiu a Presidência --afirmou a assessoria do PT paulista--, Sandro passou a "prestar serviço de informática à distância", da casa dele, em São Bernardo do Campo (Grande São Paulo).
A sede estadual fica na área central da capital paulista.Esta, pelo menos, foi a última versão apresentada pelo PT paulista para tentar explicar o fato de um filho de presidente da República ser tão desconhecido dentro do diretório --oito funcionários disseram à reportagem nunca terem visto Sandro no prédio.
Outras duas respostas foram dadas pelo partido, todas na sexta-feira. Num primeiro momento, assessores disseram que ele nunca havia trabalhado no diretório. Depois, que Sandro deixou de ser funcionário em meados de 2002. E, finalmente, que ele foi desligado há cerca de "uma ou duas semanas".
Em branco
A reportagem teve acesso ao relatório de despesas mensais do PT de São Paulo e ao livro de empregados, ambos de 2003.
O documento contábil registra os depósitos mensais na conta corrente de "Sandro L. Lula da Silva" no valor de R$ 1.522. O livro de empregados, por sua vez, guarda a ficha de contratação de Sandro, à folha 77, com foto, dados pessoais e a assinatura dele.
Ao contrário das fichas de outros 70 funcionários contratados pelo diretório do PT paulista, na de Sandro o espaço reservado para o preenchimento do horário de início e de término da jornada de trabalho foi deixado em branco --o mesmo foi feito também com a ficha de Antônio Palocci Filho, dirigente petista e hoje à frente do Ministério da da Fazenda.
Informática
Sandro e os irmãos são aficionados por informática, games, Orkut (maior comunidade virtual da internet) e blogs. Este último já rendeu dissabores à família Lula.
Em outubro do ano passado, a Folha publicou reportagem sobre dois blogs criados pelos filhos de Lula (Marcos Cláudio e Luís Cláudio), que revelavam a intimidade do casal presidencial em festas.
Depois, fotos do filho caçula, Luís Cláudio, que passou férias no Palácio da Alvorada ao lado dos amigos, também foram parar na comunidade do Orkut.
Sandro, no entanto, continua adepto da comunidade virtual, na qual se apresenta sob o pseudônimo de "spiderman" (homem-aranha). Ao falar de sua rotina para amigos, ele recorre à mesma explicação: diz que "continua vagabundeando e tentando terminar a faculdade" e que tem "fingido que trabalha um pouco".
Sandro recebe muitas mensagens de amigos que querem saber se ele abandonou a faculdade.
LILIAN CHRISTOFOLETTIJOSÉ ALBERTO BOMBIGda Folha de S.Paulo
Poucos funcionários do diretório estadual do PT de São Paulo sabem, mas até duas semanas atrás eles tinham como colega, pelo menos na folha de pagamento, um dos filhos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O estudante de publicidade Sandro Luís Lula da Silva, 26, era contratado pelo Diretório do PT paulista desde 2002, mas prestava "serviço à distância", segundo informou o partido.
Sandro é o primeiro filho de Lula com Marisa Letícia. Antes do casamento, Lula foi pai de Lurian. Marisa é mãe de Marcos Cláudio, criado pelo presidente desde a primeira infância.
À distância
O filho de Lula foi contratado pelo diretório do PT em São Paulo como assistente administrativo no dia 15 de maio de 2002, ano da eleição presidencial. O salário dele era de R$ 1.522.
Depois que o pai assumiu a Presidência --afirmou a assessoria do PT paulista--, Sandro passou a "prestar serviço de informática à distância", da casa dele, em São Bernardo do Campo (Grande São Paulo).
A sede estadual fica na área central da capital paulista.Esta, pelo menos, foi a última versão apresentada pelo PT paulista para tentar explicar o fato de um filho de presidente da República ser tão desconhecido dentro do diretório --oito funcionários disseram à reportagem nunca terem visto Sandro no prédio.
Outras duas respostas foram dadas pelo partido, todas na sexta-feira. Num primeiro momento, assessores disseram que ele nunca havia trabalhado no diretório. Depois, que Sandro deixou de ser funcionário em meados de 2002. E, finalmente, que ele foi desligado há cerca de "uma ou duas semanas".
Em branco
A reportagem teve acesso ao relatório de despesas mensais do PT de São Paulo e ao livro de empregados, ambos de 2003.
O documento contábil registra os depósitos mensais na conta corrente de "Sandro L. Lula da Silva" no valor de R$ 1.522. O livro de empregados, por sua vez, guarda a ficha de contratação de Sandro, à folha 77, com foto, dados pessoais e a assinatura dele.
Ao contrário das fichas de outros 70 funcionários contratados pelo diretório do PT paulista, na de Sandro o espaço reservado para o preenchimento do horário de início e de término da jornada de trabalho foi deixado em branco --o mesmo foi feito também com a ficha de Antônio Palocci Filho, dirigente petista e hoje à frente do Ministério da da Fazenda.
Informática
Sandro e os irmãos são aficionados por informática, games, Orkut (maior comunidade virtual da internet) e blogs. Este último já rendeu dissabores à família Lula.
Em outubro do ano passado, a Folha publicou reportagem sobre dois blogs criados pelos filhos de Lula (Marcos Cláudio e Luís Cláudio), que revelavam a intimidade do casal presidencial em festas.
Depois, fotos do filho caçula, Luís Cláudio, que passou férias no Palácio da Alvorada ao lado dos amigos, também foram parar na comunidade do Orkut.
Sandro, no entanto, continua adepto da comunidade virtual, na qual se apresenta sob o pseudônimo de "spiderman" (homem-aranha). Ao falar de sua rotina para amigos, ele recorre à mesma explicação: diz que "continua vagabundeando e tentando terminar a faculdade" e que tem "fingido que trabalha um pouco".
Sandro recebe muitas mensagens de amigos que querem saber se ele abandonou a faculdade.
quarta-feira, 26 de setembro de 2007
TCU vai auditar cartões do governo do governo Lula!!
Decisão do Tribunal determina a análise de gastos dos cartões corporativos da Administração da Casa Civil e da Abin
Os cartões de crédito corporativos usados pela Secretaria de Administração da Casa Civil e pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) – ligadas à Presidência da República – serão alvo de auditoria do Tribunal de Contas da União. A decisão foi tomada pelos ministros do TCU, por unanimidade, após solicitação do presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL). Os dois órgãos são responsáveis por 54% das despesas do Executivo.
Segundo o relatório do ministro Ubiratan Aguiar, um dos objetivos é saber se houve irregularidade no uso dos cartões. O TCU determinou ainda que sejam programadas novas fiscalizações em outros “órgãos e entidades” que teriam abusado do cartão de pagamento do governo federal. A auditoria fará uma análise da origem, destino e natureza dos gastos. Serão vistoriados todos os documentos correspondentes às despesas.
De acordo com o ministro Ubiratan Aguiar, dados extraídos do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi) referentes ao período de janeiro a junho deste ano, mostram que o cartão de pagamento foi utilizado por 68 órgãos do governo. Desses, 34 efetuaram despesas em valor total inferior a R$ 10 mil; 23 entre R$ 10 mil e R$ 100 mil.
Dos 11 que gastaram mais de R$ 100 mil, o Gabinete da Presidência da República foi responsável pela maior despesa: R$ 4,1 milhões, seguido do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), com despesas de quase 600 mil reais. A Secretaria de Administração da Casa Civil e a Abin foram escolhidas por terem sido as duas unidades gestoras da Presidência – de um total de cinco – que mais tiveram gastos com os cartões: a Casa Civil gastou R$ 2, 571 milhões e a Abin, R$ 1,460 milhão.
Após reportagem publicada na revista IstoÉ Dinheiro, no último domingo, o que mais chamou a atenção dos ministros do TCU foi o volume de saques em dinheiro vivo feito por funcionários do Planalto por meio desses cartões. Pelo levantamento da revista, entre janeiro e agosto de 2004, de um total de R$ 3,2 milhões em faturas, esses funcionários sacaram R$ 2,2 milhões em espécie – quase dois terços do montante. O outro R$ 1 milhão foi usado para pagamento de despesas, o que deveria ser a função primordial dos cartões. O fato chama atenção no momento de crise com suspeitas de movimentações em dinheiro que seriam supostamente distribuídas a políticos e partidos.
Criados no governo Fernando Henrique, os cartões corporativos são usados, por exemplo para gastos em passagens aéreas, deslocamento de autoridades, pagamento de materiais e serviços mais urgentes na Presidência. Os cartões são utilizados por funcionários de carreira, que trabalham como assessores diretos do governo. Eles são responsáveis pelo pagamento de despesas no Palácio do Planalto, do Gabinete da Presidência da República, da Granja do Torto – onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mora com sua família – e despesas com ministros ligados à Presidência.
O presidente Lula não tem cartão, nem a primeira-dama Marisa Letícia, nem qualquer ministro, mas os assessores responsáveis pelo pagamentos de suas contas pessoais têm. Na última semana foi levantada a suspeita de que Marisa teria utilizado um desses cartões corporativos em gastos com um famoso cabeleireiro de São Paulo, informação logo desmentida pelo Planalto.
Ainda ontem, em outra decisão, o ministro do TCU determinou que os Correios retenham o montante de R$ 61 mil nos próximos pagamentos a serem feitos à SMPB – empresa de Marcos Valério que prestava serviços de publicidade à estatal. Os saldos dos pagamentos pendentes à SMPB atingiram a cifra de R$ 630 mil, no último dia 19.
A decisão em caráter liminar foi tomada pelo ministro, a partir de representação formulada por uma equipe de auditoria do TCU. O resultado da auditoria apontou pagamentos indevidos à empresa de Marcos Valério iguais ao montante a ser retido. Nas transações constam recebimento de comissão pela SMPB sem a prestação de qualquer serviço; prática de sobre-preço na aquisição de bens ou na prestação de serviços contratados pela agência; sub-contratação de serviços sem comprovação de prestação e com cobrança indevida de despesas.
Os cartões de crédito corporativos usados pela Secretaria de Administração da Casa Civil e pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) – ligadas à Presidência da República – serão alvo de auditoria do Tribunal de Contas da União. A decisão foi tomada pelos ministros do TCU, por unanimidade, após solicitação do presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL). Os dois órgãos são responsáveis por 54% das despesas do Executivo.
Segundo o relatório do ministro Ubiratan Aguiar, um dos objetivos é saber se houve irregularidade no uso dos cartões. O TCU determinou ainda que sejam programadas novas fiscalizações em outros “órgãos e entidades” que teriam abusado do cartão de pagamento do governo federal. A auditoria fará uma análise da origem, destino e natureza dos gastos. Serão vistoriados todos os documentos correspondentes às despesas.
De acordo com o ministro Ubiratan Aguiar, dados extraídos do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi) referentes ao período de janeiro a junho deste ano, mostram que o cartão de pagamento foi utilizado por 68 órgãos do governo. Desses, 34 efetuaram despesas em valor total inferior a R$ 10 mil; 23 entre R$ 10 mil e R$ 100 mil.
Dos 11 que gastaram mais de R$ 100 mil, o Gabinete da Presidência da República foi responsável pela maior despesa: R$ 4,1 milhões, seguido do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), com despesas de quase 600 mil reais. A Secretaria de Administração da Casa Civil e a Abin foram escolhidas por terem sido as duas unidades gestoras da Presidência – de um total de cinco – que mais tiveram gastos com os cartões: a Casa Civil gastou R$ 2, 571 milhões e a Abin, R$ 1,460 milhão.
Após reportagem publicada na revista IstoÉ Dinheiro, no último domingo, o que mais chamou a atenção dos ministros do TCU foi o volume de saques em dinheiro vivo feito por funcionários do Planalto por meio desses cartões. Pelo levantamento da revista, entre janeiro e agosto de 2004, de um total de R$ 3,2 milhões em faturas, esses funcionários sacaram R$ 2,2 milhões em espécie – quase dois terços do montante. O outro R$ 1 milhão foi usado para pagamento de despesas, o que deveria ser a função primordial dos cartões. O fato chama atenção no momento de crise com suspeitas de movimentações em dinheiro que seriam supostamente distribuídas a políticos e partidos.
Criados no governo Fernando Henrique, os cartões corporativos são usados, por exemplo para gastos em passagens aéreas, deslocamento de autoridades, pagamento de materiais e serviços mais urgentes na Presidência. Os cartões são utilizados por funcionários de carreira, que trabalham como assessores diretos do governo. Eles são responsáveis pelo pagamento de despesas no Palácio do Planalto, do Gabinete da Presidência da República, da Granja do Torto – onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mora com sua família – e despesas com ministros ligados à Presidência.
O presidente Lula não tem cartão, nem a primeira-dama Marisa Letícia, nem qualquer ministro, mas os assessores responsáveis pelo pagamentos de suas contas pessoais têm. Na última semana foi levantada a suspeita de que Marisa teria utilizado um desses cartões corporativos em gastos com um famoso cabeleireiro de São Paulo, informação logo desmentida pelo Planalto.
Ainda ontem, em outra decisão, o ministro do TCU determinou que os Correios retenham o montante de R$ 61 mil nos próximos pagamentos a serem feitos à SMPB – empresa de Marcos Valério que prestava serviços de publicidade à estatal. Os saldos dos pagamentos pendentes à SMPB atingiram a cifra de R$ 630 mil, no último dia 19.
A decisão em caráter liminar foi tomada pelo ministro, a partir de representação formulada por uma equipe de auditoria do TCU. O resultado da auditoria apontou pagamentos indevidos à empresa de Marcos Valério iguais ao montante a ser retido. Nas transações constam recebimento de comissão pela SMPB sem a prestação de qualquer serviço; prática de sobre-preço na aquisição de bens ou na prestação de serviços contratados pela agência; sub-contratação de serviços sem comprovação de prestação e com cobrança indevida de despesas.
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